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"DEIXO RENASCER EM CADA AULA A CRIANÇA QUE BRINCA COMIGO,PARA FAZER BRINCAR TANTAS OUTRAS CRIANÇAS..."RAUL FERREIRA NETO(RECREAÇÃO NA ESCOLA)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

 

Edição 189 | Fevereiro 2006

Alfabetizar na Educação Infantil. Pode?

Grande parte das crianças da escola pública precisa desse espaço para ter acesso a um ambiente alfabetizador



A polêmica sobre ensinar ou não as crianças a ler e a escrever já na Educação Infantil tem origem em pressupostos diferentes a respeito de várias questões. Entre elas:

■ O que é alfabetização? Alguns educadores acham que é a aquisição do sistema alfabético de escrita; outros, um processo pelo qual a pessoa se torna capaz de ler, compreender o texto e se expressar por escrito.

■ Como se aprende a ler e escrever? Pode ser uma aprendizagem de natureza perceptual e motora ou de natureza conceitual. O ensino, no primeiro caso, pode estar baseado no reconhecimento e na cópia de letras, sílabas e palavras. No segundo, no planejamento intencional de práticas sociais mediadas pela escrita, para que as crianças delas participem e recebam informações contextualizadas.

■ O que é a escrita? Há quem defenda ser um simples código de transcrição da fala e os que acreditam ser ela um sistema de representação da linguagem, um objeto social complexo com diferentes usos e funções.
Em razão desses diferentes pressupostos, alguns educadores receiam a antecipação de práticas pedagógicas tradicionais do Ensino Fundamental antes dos 6 anos (exercícios de prontidão, cópia e memorização) e a perda do lúdico. Como se a escrita entrasse por uma porta e as atividades com outras linguagens (música, brincadeira, desenho etc.) saíssem por outra. Por outro lado, há quem valorize a presença da cultura escrita na Educação Infantil por entender que para o processo de alfabetização é importante a criança ter familiaridade com o mundo dos textos.

Na Educação Infantil, as crianças recebem informações sobre a escrita quando: brincam com a sonoridade das palavras, reconhecendo semelhanças e diferenças entre os termos; manuseiam todo tipo de material escrito, como revistas, gibis, livros, fascículos etc.; e o professor lê para a turma e serve de escriba na produção de textos coletivos.

Alguns alunos estão imersos nesse contexto, convivendo com adultos alfabetizados e com livros em casa e aprendendo as letras no teclado do computador. Eles fazem parte de um mundo letrado, de um ambiente alfabetizador. Outros não: há os que vivem na zona rural, onde a escrita não é tão presente, e os que, mesmo morando em centros urbanos, não têm contato com pessoas alfabetizadas e com os usos sociais da leitura e da escrita.

Grande parte das crianças da escola pública depende desse espaço para ter acesso a esse patrimônio cultural. A Educação Infantil é uma etapa fundamental do desenvolvimento escolar das crianças. Ao democratizar o acesso à cultura escrita, ela contribui para minimizar diferenças socioculturais. Para que os alunos aprendam a ler e a escrever, é preciso que participem de atos de leitura e escrita desde o início da escolarização. Se a Educação Infantil cumprir seu papel, envolvendo os pequenos em atividades que os façam pensar e compreender a escrita, no final dessa etapa eles estarão naturalmente alfabetizados (ou aptos a dar passos mais ousados em seus papéis de leitores e escritores)".REPORTAGEM DA REVISTA NOVA ESCOLA

PAIS SEPARADOS

Lidar com o ex marido quando se tem filhos pode ser muito difícil, especialmente quando emoções negativas estão envolvidas devido a separação.


Ser pai ou mãe significa colocar os interesses dos filhos acima dos seus próprios interesses, e isso quer dizer encontrar um jeito de construir um relacionamento cordial com seu ex, para que os dois continuem sendo os pais que o seu filho estava acostumado a ter.

Afinal em uma separação existe ex-esposa, ex-marido, porém não existe ex-filho. Por isso engula o orgulho ou a tristeza e pense no seu filho, pois os dois lados terão que ceder em algo em favor do bem estar da criança.

O seu ex pode estar receptivo ou não a iniciar este novo relacionamento, porém independente dele, você pode começar.

Adotando essas dicas, a longo prazo, você verá os frutos, pois o seu filho vai admirá-la ao lembrar como você portou-se com classe, dignidade e respeito diante de uma situação tão dolorosa e delicada.

Assim, mesmo que seja duro, difícil, sente-se com seu ex e juntos definam quais serão os limites e privilégios nesse relacionamento. Aqui vão algumas dicas que lhe ajudarão.

- O que não fazer:
- Nunca sabotar o relacionamento do seu filho com o pai.
- Nunca use seu filho como um objeto para ferir seu ex.
- Nunca use seu filho para manipular e ingluenciar seu ex.
- Nunca transfira mágoas ou frustrações do seu ex para seu filho.
- Nunca obrigue seu filho a escolher um lado
- Nunca transforme eventos em família em situações de tensão
- Nunca fale mal do seu ex para o seu filho
- Nunca use seu filho para desabafar, ele não é um adulto
- Não amenize a tristeza da separação enchendo seu filho de presentes
Há duas regras importantes a respeito dos filhos em períodos de crise e instabilidade na família:

- Não os sobrecarregue com situações que eles não possam controlar.
- Jamais peça que seus filhos tratem de questões que dizem respeito aos adultos. As crianças não estão preparadas para compreender e solucionar os problemas dos adultos.
- O que fazer:
- Comprometa-se com seu ex de, em nenhuma hipótese, desacreditar o outro na frente do filho e proibir que os filhos refiram-se de forma desrespeitosa ao pai ou vice-versa,
– Sente-se com seu ex e comprometam-se em deixar as diferenças de lado e concentar apenas nas necessidades dos filhos,
- Negocie e entre em acordo como será o procedimento para os dias de visita, feriados, aniversários, eventos, viagens, etc,
- Tracem de comum acordo, regras de disciplina e educação para que os filhos tenham clareza, quer estejam na casa da mão ou do pai,
- Comunique-se ativamente com seu ex sobre todas as questões relativas ao desenvolvimento dos filhos,
- Estejam atentos porque os filhos testarão os limites e as regras, bem como tentarão obter vantagens, e depois chegarão em casa com a fala “Na casa do meu Pai eu posso fazer o que eu quiser “,
- Antes de sair tirando conclusões apressadas e tomando partido, sempre converse antes com o seu ex para apurar o acontecido,
- Embora possa ser emocionalmente doloroso, certifique-se de que, tanto você quanto o seu ex coloque o outro a par de qualquer alteração que houver, para que jamais o outro tenha que receber as notícias pelo filho. Filho não deve ser usado como mensageiro,
- Empenhe-se sempre em manter o controle emocional

Tomando esses pequenos cuidados você estará minimizando os efeitos emocionais que a separação causa nos seus filhos.

CRIANÇAS QUE ESCREVEM E NÃO LÊEM: DIFICULDADES INICIAIS EM ALFABETIZAÇÃO

Introdução
O presente artigo trata das dificuldades iniciais na aprendizagem da leitura. É comum a queixa de que a criança, ao final da alfabetização, escreve, mas não lê. Com embasamento na Psicologia Cognitiva e nos estudos do Letramento, o artigo tem como objetivo apresentar um estudo sobre a dicotomia da aprendizagem da leitura e da escrita inicial. Primeiramente, faz-se uma revisão do embasamento teórico sobre a aprendizagem da escrita, posteriormente dos processos de leitura e seguindo, faz-se uma análise das dificuldades iniciais que envolvem a não-aprendizagem da leitura.
Palavras-chave: alfabetização, dificuldades de leitura, aprendizagem da escrita.
1 - Aprendizagem da Escrita: Revisitando saberes
Pelas pesquisas de FERREIRO e TOBEROSKY (1979), sabe-se que a criança já pensa sobre a escrita antes mesmo da alfabetização, isto é, a aquisição da representação escrita se dá por uma psicogênese, um processo de assimilação e acomodação de novas aprendizagens, levantamento de hipóteses e resolução de problemas, muito antes de ingressarem na primeira série do ensino fundamental.
As cidades se constituem em uma comunidade letrada, que faz uso da leitura e da escrita em práticas sociais e as crianças que convivem nesse meio, logo percebem a importância e o sentido dessas práticas, buscando naturalmente essa aquisição, pensado sobre a escrita, e levantado hipóteses tal qual a humanidade desenvolveu o sistema alfabético.
Para FERREIRO e TOBEROSKY (1979),
É extremamente surpreendente ver como a progressão de hipóteses sobre a escrita reproduz algumas das etapas-chaves da evolução da história da mesma na humanidade, apesar de que nossas crianças estejam expostas a um único sistema de escrita. A linha de desenvolvimento vai do pictograma estilizado à escrita de palavras, à introdução posterior de um princípio de “fonetização”, que evolui paulatinamente até as escritas silábicas e depois de uma complexa etapa de transição, culmina no sistema puramente alfabético dos gregos.
Dessa forma, em suas pesquisas, as autoras identificaram quatro estágios da progressão da escrita, que seria uma filogênese das etapas que a humanidade passou. São elas: a hipótese pré-silábica (desenho como escrita), a hipótese silábica (uma letra representando a sílaba), a hipótese silábico-alfabé tico (uma letra para cada sílaba com estruturação de sílabas) e finalmente a hipótese alfabética (representação grafema-fonema) .
Para CAGLIARI (2003),
“A alfabetização é sem dúvida, o momento mais importante da formação escolar de uma pessoa, assim como a invenção da escrita foi o momento mais importante da História da humanidade, pois somente através dos registros escritos o saber acumulado pôde ser controlado pelos indivíduos”.
Dentro desse contexto, é papel da escola infantil oportunizar às crianças um ambiente alfabetizador, que estimule a construção da leitura e da escrita, do pensamento letrado, da utilização da leitura e da escrita cotidianamente de uma forma lúdica.
É importante que se trabalhe a escrita como uma forma de permitir a leitura. Escrevemos uma história para que outros a apreciem. Quem escreve, escreve para ser lido. A leitura poder ser trabalhada como a realização do objetivo da escrita, lemos para compreender, para conhecer, para descobrir, para se informar, para lazer e prazer. Mas primeiramente, o leitor irá decifrar, decodificar a escrita, para posteriormente entender a linguagem encontrada, compreender a mensagem do texto, refletir e formar o próprio conhecimento e opinião a respeito do que leu.
2 - Sobre a Leitura: um olhar da Psicologia Cognitiva
A aprendizagem da leitura não é apenas a aquisição de códigos gráficos, mas a capacidade de elaborar e utilizar a linguagem escrita. A leitura envolve raciocínio, interpretação e compreensão ativa do leitor, aspectos que superam a mera decifração mecânica grafema-fonema. Envolve também aspectos cognitivos, lingüísticos, perceptivos que interagem; é uma tarefa de estratégica que exige atenção e seleção. Tem como pré-requisito o desenvolvimento da consciência fonológica, o desenvolvimento de representações lexicais, uma memória semântica rica (bom número de significados) , memória operativa. (manter ativo na memória alguns elementos com significado) e esquemas de conhecimento (conhecimentos prévios).
Uma das primeiras tarefas da leitura são os processos de percepção visual, o direcionar dos olhos para diferentes pontos do texto. Diferentemente da impressão de que os olhos percebem as palavras de forma linear, contínua, e uniforme através das linhas do texto, os olhos do leitor avançam em pequenos saltos chamados movimentos sacádicos, alterando a fixação.
É necessário que se trabalhe a análise global das palavras através de métodos analíticos e globais, que levam em conta que na aprendizagem inicial da leitura o pensamento da criança se fixa no todo ante as partes, da mesma forma que é um pensamento funcional, ligado ao significado.
Para acessar o significado, o leitor utilizará duas vias diferentes: a rota fonológica e a rota lexical. A rota lexical é o reconhecimento visual das palavra, é o que ocorre na leitura dos bons leitores que possuem um “dicionário interno de palavras”. A rota fonológica é a identificação grafema-fonema, é a decodificação.
No ensino da leitura deve-se trabalhar a representação fonológica da palavra e pouco-a-pouco deve-se introduzir a criança na aprendizagem de uma representação visual da palavra que se dá com a prática leitora e com o letramento, articulando as vias fonológicas e lexicais, equilibrando aspectos sintáticos e semânticos, desenvolvendo a compreensão e a capacitação da interpretação.
3 - Dificuldades Iniciais em Leitura
Seguindo a pesquisa de FERREIRO e TOBERSKY (1979), a criança com escrita alfabética faz uma representação grafema-fonema das palavras.
O mesmo processo pode não se dar na leitura, uma vez que decodificar através da rota fonológica de leitura pode ser muito cansativo e desestimulante quanto não ligada ao significado textual. Essa forma de leitura se contrapõe ao pensamento global da criança, que estará muito mais preocupada com o que diz o texto do que com a decodificação.
Uma criança alfabética pode escrever CAXORO, mas ao ter que ler CACHORRO em determinado contexto pode se sentir cansada na decodificação.
Para a criança pequena, os livros são muito mais do que letras e sons, por isso é fundamental incentivar que a criança se arrisque na rota lexical, através de questionamentos que a levem a pensar sobre o significado e não apenas sobre o som, elaborando hipóteses de leitura. LEMOS (IN: ROJO,) enfatiza a importância da oralidade para iniciar o relacionamento com o texto escrito:
As práticas discursivas orais em torno de objetos portadores de texto estão na origem das relações que se estabelecem entre a criança e o texto. Através dessas práticas é que o texto deixa o seu estado de “coisa” para se transformar em objeto significado antes pelos seus efeitos estruturantes sobre essas mesmas práticas orais do que pelas propriedades perceptuais positivas. Não se trata aí, portanto, de uma oralidade que desvenda o texto escrito nem que é por ele representada, mas de uma prática discursiva oral que, de algum modo, o significa, isto é, que o torna significante para o sujeito... Assim como o texto oral instaura relações com objetos, relações que são significadas como referenciais, o texto escrito pode entrar em relação com o texto oral. Ganhando uma significação que vem a ser interpretada como referência a ele. Nesse processo de ressignificaçã o que incindiria fundamentalmente sobre cadeias de texto-discursos e não sobre unidades como palavras e sílabas, letras e fonemas – produtos desses processos -, o papel do outro seria, como na aquisição da linguagem oral, o de intérprete. Lendo para a criança, interrogando a criança sobre o sentido do que “escreveu”, escrevendo para a criança ler, o alfabetizado, como o outro que se oferece ao mesmo tempo como semelhante e como diferente, insere-a no movimento lingüístico-discursiv o da escrita.
O trabalho sobre o léxico-visual seria o reconhecimento visual das palavras, para além da decodificação, que pode ser explorada através de práticas discursivas.
Para GARCIA (1998) uma forma de potencializar a representação léxica das palavras, seria fazer conexões com o significado através da sua correspondência com o grafema. Para isso, podem ser utilizados desenhos e mímica das palavras.
Segundo KLEIMAN (1998),
O conhecimento do aspecto psicológico, cognitivo do processo de leitura é importante por que ele pode alertar contra práticas pedagógicas que inibem o desenvolvimento de estratégias adequadas para processar e compreender o texto. .. a relevância desses aspectos do processamento para o desenvolvimento de estratégias flexíveis de leitura é clara. No início, a leitura será muito mais difícil para o leitor e por isso ela fica quase que limitada à decodificação, se o professor não tomar a atividade comunicativa, fazendo comentários, perguntas, enfim, fugindo da forma, já saliente demais devido às dificuldades iniciais do leitor, e focalizando o sentido.
A não-aprendizagem da leitura também pode estar relacionada com o simbólico da questão. Aprender a ler representa crescimento diante da família e do mundo, exige autonomia e descentramento que estão sendo construídos ainda pela criança pequena. Quando se escreve, se tem o controle da comunicação, sabe-se o que se vai expressar, em contrapartida, na leitura não há esse controle, não se sabe exatamente que mensagem o autor expressou em seus escritos. Ler é uma atividade extremamente complexa, que envolve problemas fonéticos, culturais, ideológicos e filosóficos. Ler é estar em contato com outro, o outro autor, cujo discurso não se possui controle. Assim, “não quero crescer”, “não posso ler o meu papel no mundo”, não posso fazer leituras” influenciam nas dificuldades de aprendizagem na leitura. Vencer esse medo é o primeiro desafio.
Considerações Finais
A aprendizagem da leitura e da escrita são processos distintos que se complementam. Enquanto a escrita se dá por estágios de elaboração de hipóteses, a leitura envolve processos para além da decodificação, envolvendo movimentos oculares, memória de trabalho, memória semântica e precisa ser uma aprendizagem com significado.É fundamental que os profissionais que atuam na alfabetização, seja no ensino ou na clínica psicopedagógica, tenham clareza desses dois processos, que estão intimamente ligados ao crescimento da criança, à sua autonomia e descentremanto.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. São Paulo: Scipione, 2003
BETTELHEIM, Bruno. ZELAN, Karen. A Psicanálise da Alfabetização. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992
FERREIRO, Emília. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999
FERREIRO, Emília. Reflexões sobre Alfabetização. São Paulo: Cortez, 2001
GARCIA, Jesus Nicásio. Manual de Dificuldades de Aprendizagem: Linguagem, leitura, escrita e Matemática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998
KLEIMAN, Ângela B. Os significados do letramento. Mercado das Letras
KLEIMAN, Ângela. Oficina de Leitura: teoria e prática. São Paulo: Pontes, 1998
POERCH, José Marcelino. Suportes Lingüísticos para a Alfabetização. Porto Alegre: Sagra, 1990
PUYUELO, Miguel. RONDAL, Jean-Adolphe. Manual de Desenvolvimento da Linguagem na Criança e no Adulto. Porto Alegre: Artmed, 2007
ROJO, Roxane. Alfabetização e Letramento. Mercado das Letras
SINCLAIR, Hermine. A Produção de Notações na Criança: Linguagens, número, ritmos e melodias.Editora Cortez.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2001
SOARES, Magda. Linguagem e Escola – Uma perspectiva social. São Paulo: Ática, 1988
WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia Clínica: Uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DR&A, 2004.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ESTUDANDO AS RUAS...

   NOSSA TURMINHA FEZ UMA CAMINHADA AO REDOR DA ESCOLA,PARA INICIAR O ESTUDO DA RUA E OBSERVAR O AMBIENTE.TODOS PARTICIPARAM DURANTE A CAMINHADA,FAZENDO OBSERVAÇÕES PERTINENTES AO ESTUDO.NO RETORNO À SALA,FIZEMOS OS COMENTÁRIOS E CONCLUSÕES SOBRE AS OBSERVAÇÕES REALIZADAS,O QUE RESULTOU NUMA PRODUÇÃO TEXTUAL COLETIVA.A TURMINHA TAMBÉM LEVOU PARA CASA UMA PESQUISA SOBRE SUA RUA,PARA FAZER JUNTO COM A FAMÍLIA.

AUTISMO

O autismo é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.

DEFINIÇÃO DA AUTISM SOCIETY OF AMERICAN – ASA (1978)
Autism Society of American = Associação Americana de Autismo.

O autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença.

Segundo a ASA, os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro, verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o indivíduo. Incluem:

1. Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e lingüísticas.
2. Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.
3. Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de idéias. Uso de palavras sem associação com o significado.
4. Relacionamento anormal com os objetivos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos e crianças. Objetos e brinquedos não usados de maneira devida.

Fonte: Gauderer, E. Christian. Autismo e outros atrasos do desenvolvimento: guia prático para pais e profissionais. Rio de Janeiro: Revinter; 1997. pg 3.

DEFINIÇÃO DO DSM-IV-TR (2002)
O Transtorno Autista consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses. As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo.


DEFINIÇÃO DA CID-10 (2000)
Autismo infantil: Transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: a) um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e b) apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade (auto-agressividade).

Fonte: http://www.autismo.com.br

Algumas perguntas e respostas sobre o autismo

Perguntas e respostas sobre: Autismo

O que é Autismo?Autismo é uma doença grave, crônica, incapacitante que compromete o desenvolvimento normal de uma criança e se manifesta tipicamente antes do terceiro ano de vida. Caracteriza-se por lesar e diminuir o ritmo do desenvolvimento psiconeurológico, social e lingüístico. Estas crianças também apresentam reações anormais a sensações diversas como ouvir, ver, tocar, sentir, equilibrar e degustar. A linguagem é atrasada ou não se manifesta. Relacionam-se com pessoas, objetos ou eventos de uma maneira não usual, tudo levando a crer que haja um comprometimento orgânico do Sistema Nervoso Central.

É uma doença de fundo orgânico ou emocional?Antigamente, supunha-se uma causa orgânica, mas com o avanço da literatura psicanalítica surgiu a hipótese de que os pais seriam, de certa maneira, os causadores desta problemática. Atualmente, esta teoria caiu totalmente em desuso devido à enorme gama de estudos científicos, documentando um comprometimento orgânico neurológico central. O tratamento está, obviamente, centrado nestas novas descobertas, conforme os artigos incluídos neste livro. Esta mudança nos conceitos obriga a uma reformulação teórica, difícil de ser aceita por certos grupos que até então detinham o controle e o poder de tratamento destas crianças e que se vêem ameaçados com estas novas descobertas. É importante que os pais tenham conhecimentos atualizados para poderem questionar ou escolher o tratamento adequado para seus filhos.

E os pais têm culpa?Antigamente, a literatura psicanalítica formulava a hipótese de que os pais eram esquizofrenogênicos; ou do tipo "frio" e causadores da problemática de seus filhos. Hoje em dia, este conceito não é aceito, documentando-se nestas crianças, conforme já foi mencionado, um comprometimento orgânico-neurológico central. É claro que nenhum pai quer por vontade própria ter um filho doente ou lesado. É claro, também, que existem situações onde os pais interferem na evolução adequada dos filhos, mas isto não ocorre no Autismo e o diagnóstico diferencial é bastante fácil.

O autismo tem cura?
A grande maioria dos estudiosos sobre autismo ainda afirma que o autismo não tem cura. Existe um grande número de casos de autistas com um nível de recuperação muito satisfatório, muitos deles tendo concluído um curso superior ou se casado, mas mesmo nestes casos não se fala em cura, pois muito embora algumas pessoas temham conseguido um desenvolvimento considerado excelente, as suas características de autismo permanecem por toda a vida.

O que os pais podem fazer de objetivo para ajudar o seu filho ou a si próprios?
Inicialmente, apesar de todo o sofrimento emocional eles devem encarar e enfrentar o problema de frente. Como? Procurando ajuda profissional especializada, competente, atualizada e séria.

Como eles podem avaliar isto?Perguntando, solicitando informações de outros e, obviamente, também do profissional. Em outras palavras, nada de cerimônias. Está em jogo o tratamento do seu filho. Além disto, devem estar em contato com outros pais para troca de experiências e vivências e com isto evitar a repetição de dificuldades, erros ou problemas. A criação de uma Associação de Pais e Amigos de Crianças Autistas tem surtido bons efeitos em outros países, e à semelhança da APAE (Associação de Pais e Amigos do Excepcional) pode permutar conhecimentos, pesquisas e avanços nesta área. É crucial uma informação adequada dos pais sobre esta doença. Estas associações dão também uma sensação de coesão e meta, com isto podendo-se pressionar órgãos governamentais visando aos interesses destas crianças. Pode-se, também, levantar fundos junto a empresas e pessoas físicas para ajudar os menos favorecidos. A vantagem global da participação dos pais nestas atividades é que isto lhes dá a sensação de estar fazendo algo e não apenas esperando alguém fazer algo por eles. Isto lhes mitiga a sensação de impotência e inadequacidade. Também é importante a publicação de literatura específica e periódica, assim como o convite de especialistas para a troca de vivências e atualização.

Existe tratamento?Sim, e este vem evoluindo a cada ano que passa, não só na área escolar como também médica. Em linhas gerais, a abordagem destas crianças é semelhante à do deficiente mental grave, usando-se técnicas comportamentais visando a induzir uma normalização de seu desenvolvimento e lhes ensinando noções básicas de funcionamento, tais como vestir, comer, higiene etc. São utilizadas, também, técnicas especiais de educação detalhadas em grande profundidade neste livro. O uso de medicamentos, tentando normalizar processos básicos comprometidos, está sendo investigado, como é o caso da fenfluramine. O uso de medicação sintomática, para tentar controlar melhor o comportamento destas crianças, tornando-as mais fáceis de tratar com técnicas escolares e comportamentais, está muito desenvolvido. O resultado final é muito mais favorável, atualmente, do que há algum tempo atrás.

O autismo piora com o tempo?O autismo não tem caráter progressivo, mas o desenvolvimento do quadro associado a fatores de idade e crescimento varia bastante. Alguns autistas apresentam um aumento nos problemas de comportamento principalmente ao entrar na adolescência; problemas anteriores podem exacerbar-se agravados ainda pelo crescimento físico.Há relatos de aparecimento de crises epilépticas nesta fase. A maioria dos estudiosos acredita que o autista, ao atingie a idade adulta, tende a apresentar melhora no quadro geral de comportamento. Um aspecto bastante curioso é que as pessoas autistas tendem a parecer sempre mais jovens do que realmente são.

Meu filho não fala.Quanto mais eu falar com ele mais depressa ele vai aprender a falar?Na verdade, não. Uma criança autista em geral tem uma compreensão bastante restrita da linguagem. Se a criança tem nível funcional baixo, deve aprender a se comunicar de forma análoga á que um estrangeiro aprende uma nova língua: em pequenos passos, com refências concretas e muitas repetições. Se a criança é ecolálica ( repete palavras ou frases anteriormente ouvidas), quanto mais falarmos com eles, mais material de repetição estaremos fornecendo, e estaremso aumentando a defasagm entre linguagem e comunicação. Ecolalia não é comunicação. Não basta saber falar para se comunicar.
Em crianças autistas com inteligência normal, o processo de aquisição da linguagem, de uma forma geral precisa de muito apoio, pois, diferentemente do que ocorre entre o uso das palavras e a compreensão de seu significado.

Até que idade posso ainda ter esperança que meu filho venha a falar?
Em autismo é quase impossível afirmar-se categoricamente alguma coisa, pois sempre correremos um grande risco de errar. Contudo, há casos de crianças autistas de alta nível de funcionamento que começam a falar as primeiras palavras perto dos quatro anos de idade e passam a dominar a comunicação verbal em tempo relativamente curto. Há relatos de casos de crianças que iniciaram o processo da fala aos sete anos de idade, mas isto não é o usual, e alguns pais se agarram a estes casos de aparecimento tardio da fala sempre na esperança de que os filhos venham a falar a qualquer momento.
Isto não é bom, pois,quando os filhos não falam, os páis acabam se frustrando e desviando a atenção de intervenções importantes que poderiam ser efetuadas.
O principal problema de crianças de nível de funcionamento mais baixo, em relação à comunicação, está na falta de intenção de se comunicar, e não tanto na ausência de linguagem verbal. É também bastante comum que crianças autistas, independentemente de seu nível de desenvolvimento,apresentando uma linguagem verbal bastante fluente, não tenham uma compreensão clara do mecanismo de causa e efeito envolvido na comunicação, e não saibam, por exemplo que se faz uma pergunta com o intuito de receber uma resposta ou que quando temos problemas podemos pedir ajuda utilizando as palavras.
Iniciar um processo de comunicação alternativa tem sido uma prática cada vez mais comum, pois, ao contrário de que muitas pessoas pensavam , a introdução de uma comunicação alternativa, por exemplo o PECS, tem ajudado o desenvolvimento da linguagem verbal, nos casos em que isto é possível, contribuindo na organização do pensamento e na percepção de que o ato de comunicar-se pode ter consequências.

Como a educação pode ajudar uma criança autista?A educação é uma das maiores ferramentas para ajudar uma criança autista em seu desenvolvimento, para não dizer até que é a maoir delas.Atualmente existem algumas variações de abordagens masi utilizadas para o ensino especial de crianças autistas, mas a maioris delas concorda nos ponto fundamentais.
Na maioria dos métodos de educação especializados para a criança autista,inicia-se por um processo de avaliação para poder selecionar os objetivos estabelecidos por área de aprendizado. A forma de levar a criança aos objetivos propostos varia conforme o método adotado, mas na grande maioria dos métodos a seleção de um sistema tem tanta importância quanto as estrátegias educacionais adotadas.
A educação vista desta forma tem como meta ensinar tanto matérias acadêmicas quanto coisas que outras crianças costumam aprender através da própria esperiência, como comer e vestir-se e forma independente.

Como reconhecer se uma terapia está realmente auxiliando meu filho?
Uma regra que simplifica bastante as coisas é: "Sempre que for tentar alguma coisa nova, tente-a sabendo claramente o porquê".Isto se você souber qual a proposta da terapia e quais os benefícios esperados, você souber qual a proposta da terapia e quais os benefícios esperados, você terá como avaliar a eficiência desta terapia.
Por exemplo, tomemos a comunicação como base do raciocínio. Se alguem lhe disser que com determinado tratamento a comunicação de seu filho vai melhorar, é importante perguntar a esta pessoa o que ela entende por comunicação, de que maneira isto vai melhorar em seu filho e, por último, em que consiste o tratamento.

Sempre que alguem tenta colocar limites no meu filho, ele grita e fica muito nervoso. O que fazer?Se o seu filho é autista é importante que você analíse bem esta importante questão.Em primeiro lugar, é necessário reconhecer a importância de colocar limites, e isso às vezes é muito difícil para qualquer pessoa.
Mas atenção, não tente colocar todos os limites ao mesmo tempo, porque na maioria das vezes é impossível. Faça uma lista dos comportamentos que precisam de limites,estabeleça prioridades e aposte na coerência.
A resistência à tentativa de colocação de limites é normal, mas o mais frequente é que esta resitência diminua e a criança passe a adotar rapidamente padrões mais adequados de comportamento.

Como interagrar uma criaça autista comprometida?
De forma geral, a integração social de uma pessoa autista não é um empreendimento fácil,porque envolve a tarefa de colocar em um meio social não preparado uma pessoa ( autista ) de comportamentos estranhos e desconhecidos para todas as outras pessoas.
Muitas pessoas acham que a sociedade deve aprender a conviver com a diferença mesmo que iste implique algumas vezes em pssar por situações constrangedoras.
Talvez uma forma de encarar este problem mais claramente seja vê-lo como um processo que envolve a educação tanto da pessoa autista como das demais pessoas envolvidas.Então veremos que o importante é começar selecionando prioridades e, dentro destas, começar pelas mais fáceis, e por períodos curtos de tempo, incrementendo o processo na medida em que ele se desenvolve.É bom lembrar que nível de dificuldade e duração ( tempo ) são dois fatores de igual importância e devem ser aumentados separadamente.

Que tipo de conteúdos escolares uma criança autista em grau leve pode chegar a acompanhar ou aprender?
Depende da criança também, é claro, do tipo de apoio que ela receber.Considerando uma criança autista,alfabetizada e acompanhando uma sala regular, é muito importante planejar apenas em curto prazo, enfrentando um pequeno desafio de cada vez.Assim é possível analisar o resultado de cada passo, dimensionar uma possível mudança de estratégia, recuar um pouco quando necessário e avançar masi no que for possível.
Planejar em longo prazo pode ser um erro muito comprometedor com este tipo de criança.Portanto, como em muitas outras coisas, devemos evitar a ansiedade e o exagero das expectativas.

Como agir com meu filho/filha autista, na vida familiar quotidiana?A vida familiar costuma passar por uma violenta crise nos primeiros momentos que se seguem ao diagnóstico, mas em pouco tempo ele ntende a passar por algumas adaptações para acomodar-se à nova situação.
Um dos primeiros pontos, e um ponto importante, é que os membros da família têm que conviver uns com os outros. Provavelmente a pessoa com diagnóstico de autismo vai ter uma difuculdade adicional para compreender as regras sociais mais simples. Ao mesmo tempo em que a pessoa autista não vai saber preservar seu próprio espaçao, pode tender a invadir o dos outros.
Portanto, é muito importante tentar desde nuito cedo colocar claramente limites tanto para preservar o espaço da criança autista quanto dos demais membros da família.

Por que o atraso do desenvolvimento?
Não se sabe exatamente todas as causas que levam ao Autismo, conseqüentemente não se consegue explicar corretamente o porquê do atraso do desenvolvimento. Sabe-se, porém, que ele é devido a um comprometimento neurológico central, com alterações no funcionamento de enzimas que levam as células cerebrais a não funcionarem adequadamente, acarretando, quando comprometidas, problemas diversos. Muitas pesquisas têm sido feitas nesta área e descobertas importantes estão vindo à tona, para exatamente melhorar e acelerar este atraso de desenvolvimento.

As crianças com Autismo têm atraso mental?
Infelizmente, cerca de 70 a 80% apresentam uma defasagem intelectual importante. Cerca de 60% têm inteligência abaixo de 50 em testagens de QI, 20% apresentam um QI entre 50-70 e apenas 20% têm um QI acima de 70. A maioria mostra uma variação muito grande com relação ao que objetivamente podem fazer e oscilam muito de época para época. Não se sabe explicar exatamente o porquê da associação entre Autismo e deficiência mental, mas parece que o retardo mental está relacionado ao mesmo problema básico que gerou o Autismo. Por outro lado, por não conseguirem interagir adequadamente com o meio ambiente, aumentam ainda mais a sua defasagem intelectual.

Qual a incidência desta doença?Ela é baixa, acontecendo em cinco entre dez mil crianças e é quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas. Ela pode ocorrer em toda e qualquer família, independente de seu grupo racial, étnico, sócio-econômico ou cultural.

Irmãos podem apresentar esta doença?Outrora, não se acreditava que isto poderia ocorrer. Estudos mais recentes indicam que esta doença tem certas características de herança autossômica recessiva. Existe a possibilidade de um irmão apresentar algo semelhante. Porém, do ponto de vista prático, esta possibilidade é muito remota.

Qual a diferença entre Autismo e esquizofrenia?
Existem autores que consideram Autismo uma forma precoce de esquizofrenia (SCZ) infantil, outros são de opinião que constituem entidades diversas. Pessoalmente, acho que existem mais dados confirmando a hipótese de serem diferentes. O Autismo se manifesta antes dos três anos de vida, a esquizofrenia mais tarde. No Autismo o comprometimento é geral, inclusive motor, na esquizofrenia é especificamente na área do pensamento. O sentir também está alterado, mas, enquanto na SCZ só o relacionamento com pessoas não é adequado, no autista o problema é mais global e abrangente. A história familiar do autista não mostra, geralmente, outros parentes com problemas psiquiátricos, o que é muito comum na esquizofrenia. O autista tem um atraso mental, o esquizofrênico não. Em resumo, o autista é bem mais comprometido e "difícil" que o esquizofrênico. Esta diferenciação é importante quanto ao tratamento, pois a criança com Autismo e atraso no desenvolvimento evoluirá melhor com um tratamento combinando terapia comportamental e educação especial. Já a criança com esquizofrenia infantil, com alteração do pensamento e afeto, responderá melhor a uma associação de psicoterapia, medicação psicotrópica e terapia ambiental.

Como é a abordagem escolar?Com o advento de técnicas especiais de educação para o deficiente mental, ocorreram mudanças dramáticas na capacidade de aprendizado de crianças em geral e, em particular, das crianças com deficiência mental. O enfoque atual é fazer com que estas crianças aprendam conceitos básicos para que funcionem o melhor possível dentro da sociedade. As escolas especializadas, atualmente, individualizam o tratamento para cada criança, tornando assim o aprendizado bem mais específico e eficiente.

Os autistas precisam de psicoterapia ou psicanálise?De psicanálise não, uma vez que esta técnica visa a explorar o inconsciente e as motivações que aí ocorrem. Devido ao grau de lesão que apresentam, elas não se beneficiam desta abordagem, não dispondo de capacidade cognitiva para tal. Técnicas psicoterapêuticas, especialmente desenvolvidas para o deficiente mental, têm sido muito úteis para as crianças que apresentam problemas emocionais diversos. Esta abordagem visa a uma reeducação, facilitando o contato interpessoal e ajudando-as a aceitar melhor a problemática que têm, o que as levará a funcionar mais adequadamente dentro da mesma. É importante, porém, deixar bem claro que estas técnicas só funcionam quando o profissional tem treinamento específico nas mesmas e se sente motivado a ajudar. Além disto, o funcionamento intelectual cognitivo específico destas crianças tem que ser levado em consideração para se dimensionar adequadamente a terapia.

E os pais precisam de psicoterapia, psicanálise ou orientação?Os pais que têm filhos com problemas sofrem. Isto é inevitável e sem exceção. E sofrem tanto mais quanto maior for a problemática do filho, a dificuldade de tratamento, a cronicidade do processo e também quanto maior for o seu nível de sensibilidade. Este sofrimento precisa ser abordado não só por razões humanitárias, mas, também, para que funcionem melhor como pais de filhos com problemas. Em outras palavras, esta criança precisa de ajuda de toda e qualquer ajuda e pais que tenham conseguido melhorar o seu funcionamento poderão fazê-lo muito mais eficientemente. Se isto não ocorrer, esta criança deficiente terá pais lhe dificultando ainda mais a vida.Em resumo, esta criança tem direito a pais saudáveis!!! Uma terapia ajuda neste sentido.

O que o psicoterapeuta faz ou pode fazer pelos pais?
O profissional ajuda os pais a compreenderem, discutirem, entenderem, além de trazer à tona sentimentos universalmente presentes em todos aqueles que têm filhos com problemas, ou seja, negação, culpa, frustração, impotência, ressentimento, raiva, rejeição, além de fantasias diversas. Ele ajuda a "trabalhar" estes sentimentos levando a uma aceitação dos mesmos como algo normal e com isto desenvolve-se uma sensação de alívio e de compreensão. Em resumo, de normalidade.

Somente um psicoterapeuta pode fazer este trabalho?É claro que não. Uma pessoa realmente amiga, pais que já passaram por algo parecido, uma professora com vivência do problema, uma pessoa religiosa, por exemplo, podem ajudar e muito.O importante é existir neste "ombro amigo" carinho, compreensão e a capacidade de aceitar o sofrimento destes pais, de lhes orientar objetivamente sem críticas pejorativas ou jogo de culpa. A diferença destas pessoas para com o profissional é que este foi treinado para isto.

Qual a diferença entre uma psicoterapia, psicanálise e orientação?Em linhas gerais, todas são técnicas que visam a ajudar um indivíduo, cada uma tendo as suas vantagens e limitações. Existem formas diversas de psicoterapias com "linhas" ou "escolas" diferentes, sendo a psicanalítica a mais divulgada e predominante no nosso meio. Poderíamos situar a psicanálise e a orientação em extremos opostos. A psicanálise, resumidamente, exige que todo o trabalho seja feito pelo paciente, que ele desenvolva uma capacidade de introspecção e auto-análise e que ele conduza a sua terapia trazendo temas e problemas. Já a orientação é direta e objetiva, visando, especificamente, aos problemas dos pais, "orientando-os" no manejo do dia-a-dia do filho, ensinando-lhes como lidar com situações variadas. Em resumo, de um lado a descoberta por si só, de outro o ensino, utilizando-se as mais diversas psicoterapias. O ideal seria que o terapeuta conhecesse e soubesse usar todas as técnicas ajudando, assim, mais abrangentemente o seu cliente. Em outras palavras, em vez de vender roupas prontas nas quais o freguês talvez não caiba, o bom seria o terapeuta ser um alfaiate que pudesse desenvolver uma terapia "sob medida", pois "cada caso é um caso" e apesar de semelhanças e generalidades o ser humano é único e exclusivo. O tratamento também deve ser assim.

Do ponto de vista medicamentoso o que existe de objetivo para tratar os autistas?
Infelizmente, ainda não existe nenhum medicamento específico para tratá-los, mas pesquisas diversas têm trazido resultados encorajadores como é o caso da fenfluramine, droga que interfere diminuindo o nível de serotonina, um neurotransmissor cerebral. Se ela se mostrar realmente eficaz, será o primeiro tratamento neurofarmacológico específico nesta entidade. Existem outros medicamentos não específicos, como os antipsicóticos ou tranqüilizantes maiores, como a thioridazine (Melleril), clorpromazina (Amplictil), halloperidol (Haldol), que atuam controlando certos sintomas de auto-agressão, acessos de raiva descontrolado e tornando a criança mais calma e manejável. Isto aumenta, indiretamente, o seu potencial de aprender e se desenvolver.

Não existe a possibilidade destas medicações sedarem ou doparem a criança?Sim, se forem usadas excessivamente ou em doses altas demais, ou seja, inadequadamente. Conforme já foi dito, o uso de uma medicação do tipo "tranqüilizante maior" visa a exclusivamente controlar um certo comportamento como a agressividade, tornando a criança mais fácil de ser tratada por outras técnicas. A dosagem deve ser suficientemente alta para conter este comportamento e ao mesmo tempo baixa evitando a sedação, pois estando dopadas não se beneficiarão destas novas técnicas.

Qual a maneira adequada de utilizar certas medicações?
Os termos medicamentos "antipsicóticos" ou "tranqüilizantes maiores" são sinônimos. Os bons resultados dependem muito mais de quem os usa do que do tipo ou marca utilizada. O mais usado nos grandes centros é a thioridazine (Melleril) que no nosso meio vem apenas em comprimidos de 50 mg. Usa-se um a dois comprimidos por dia, inicialmente, observando-se a resposta terapêutica. Se não ocorrerem melhoras, aumenta-se a dosagem gradualmente de 50 mg de dois em dois ou três em três dias, podendo-se chegar a 400 mg por dia em uma criança de quatro a seis anos. Obviamente se tentará evitar, conforme já foi citado, efeitos colaterais desagradáveis, como sedação excessiva. É importante, também, ressaltar que a utilização de uma dosagem baixa sem os efeitos terapêuticos desejados é fútil, pois o paciente estará sujeito aos efeitos colaterais da medicação sem se beneficiar da mesma. De tempos em tempos, cerca de seis em seis meses, a redução da dosagem deve ser tentada, verificando-se a possibilidade de continuar o tratamento sem a utilização de medicamentos. Em outras palavras, quando utilizar uma medicação isto deve ser feito corretamente. Outra observação importante é o uso concomitante de outras abordagens ou técnicas que, se usadas adequadamente, tornarão a medicação mais eficiente.

O que os pais podem fazer de objetivo para ajudar o seu filho ou a si próprios?Inicialmente, apesar de todo o sofrimento emocional eles devem encarar e enfrentar o problema de frente. Como? Procurando ajuda profissional especializada, competente, atualizada e séria.

Como eles podem avaliar isto?Perguntando, solicitando informações de outros e, obviamente, também do profissional. Em outras palavras, nada de cerimônias. Está em jogo o tratamento do seu filho. Além disto, devem estar em contato com outros pais para troca de experiências e vivências e com isto evitar a repetição de dificuldades, erros ou problemas. A criação de uma Associação de Pais e Amigos de Crianças Autistas tem surtido bons efeitos em outros países, e à semelhança da APAE (Associação de Pais e Amigos do Excepcional) pode permutar conhecimentos, pesquisas e avanços nesta área. É crucial uma informação adequada dos pais sobre esta doença. Estas associações dão também uma sensação de coesão e meta, com isto podendo-se pressionar órgãos governamentais visando aos interesses destas crianças. Pode-se, também, levantar fundos junto a empresas e pessoas físicas para ajudar os menos favorecidos. A vantagem global da participação dos pais nestas atividades é que isto lhes dá a sensação de estar fazendo algo e não apenas esperando alguém fazer algo por eles. Isto lhes mitiga a sensação de impotência e inadequacidade. Também é importante a publicação de literatura específica e periódica, assim como o convite de especialistas para a troca de vivências e atualização.

Estas crianças são ou podem ser felizes?Todo ser humano tratado com carinho, amor e respeito sente-se querido e amado e, conseqüentemente, é feliz. Estas crianças não são exceção. As dificuldades que têm causam certos empecilhos para obter carinho, amor e respeito, mas se o adulto souber redimensionar a sua escala de valores estas crianças se tornam tão queridas quanto qualquer outra e serão felizes. Os pais, por sua vez, passarão a vivenciar esta mesma sensação. O inverso também é verdadeiro. Pais saudáveis e bem equacionados, que souberam reavaliar expectativas e sonhos em relação ao filho, poderão ser felizes e com isto lhes transmitir esta sensação.
Em resumo, pais de autistas podem ser bem ajustados, satisfeitos consigo, estar de bem com a vida e ensinar isto ao seu filho que lhes retribuirá esta sensação.

Como evoluem estas crianças?O Capítulo Revisão Crítica da Literatura discute este aspecto em detalhe e merece especial atenção, uma vez que este assunto é pouco discutido com os pais.

Qual é o prognóstico destas crianças?Exatamente por esta questão ser básica para os pais e familiares de autistas transcrevemos os trabalhos mais atuais sobre este assunto, assim como o pensamento dos maiores pesquisadores nesta área, na parte inicial deste livro. Não faço um resumo, pois "cada caso é um caso" e é fundamental os pais terem um bom e sólido conhecimento teórico sobre esta síndrome.

Qual o médico mais indicado para diagnosticar uma criança autista?Como o autismo é diagnosticado através do comportamento, é importante que o médico tenha experiência anterior com crianças autistas. Um médico competente e honesto, sem conhecimento sobre autismo, pode ajudar a família apontando comportamentos estranhos e inducando um bom especialista.
Fonte: http://www.portalsaudeevida.com.br/site/SecaoDuvidasFrequentes/materia.php?id=54

Esses vídeos abaixo são bem interessantes, e faz um resumo do que acabaram de ler.



Algumas atividades que podem ser feitas com crianças autistas para estimulá-las

  •  Em todas as brincadeiras, os olhos do adulto deverão estar no mesmo nível do olhar da criança.
  • “Vou pegar você” - brincar de “pegar”, fazer cócegas, abraçar. Repetir várias vezes e parar. Se a criança , de alguma forma, pedir que o adulto repita a brincadeira, o adulto deve repetir.
  • Imitar a ação da criança , usando dois brinquedos iguais (carros, chocalhos, objetos que rolem) . No início, fazer o movimento ao mesmo tempo que a criança, depois em turnos.
  • Soprar bolas de sabão
  • Pião – demonstrar para a criança, repetir, parar, esperar que ela peça por mais. No início, aceitar qualquer tentativa de comunicação.
  • Brinquedos com sons / luzes – deixar a criança explorar, depois brincar com ela, em turnos.
  • Fantoches de animais – o adulto deve fazer uma voz diferente; imitar o som do animal; dizer o nome do animal. O fantoche beija a criança, abraça, se esconde, dá tchau, bate palmas.
  • Músicas - aproveitar o interesse da criança e dançar com ela, segurando suas mãos, pulando, balançando, imitando os movimentos dela ( se a criança mais tarde imitar os seus, ótimo !).
  • Bola – jogar ou rolar para a criança e ensiná-la a jogar/ rolar a bola de volta (talvez sejam necessários dois adultos) . Quando ela souber jogar para outra pessoa, jogar outros brinquedos, como carrinhos.
  • Livro - mostrar figuras , apontando para a figura e para a criança, sucessivamente.
  • Surpresa! – coloque vários objetos/ brinquedos num saco e ao retirá-los, exagere a surpresa. Quando a criança se interessar, ela e o adulto retiram em turnos.
  • Surpresa! 2 - esconda objetos/brinquedos pela casa e procure-os com a criança. Quando encontrá-los, exagere a surpresa.
  • Imitar a criança em brincadeiras menos óbvias ( aqui também são necessários dois objetos ) : falar ao telefone, colocar o boné, colocar um objeto na cabeça, pentear o cabelo, brincar de “comidinha”etc.
  • Brincar com bonecos – dar comida, banho, pentear, colocar para dormir, sentar na cadeira, entrar na casa, sair etc. (retirado do site: http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com/)  " RETIRADO DO BLOG MEUS TRABALHOS PEDAGÓGICOS"(http://meustrabalhospedagogicos.blogspot.com/)

quarta-feira, 15 de junho de 2011


ORIGEM DA PEDAGOGIA

                                                                        
A Pedagogia, como ciência, tem uma longa história. Os seus primeiros estudos e aportes emergiram, com a origem e o desenvolvimento da própria civilização. Como também aconteceu com outras ciências, a Pedagogia viu seus primeiros grandes estudos nas obras dos clássicos da antiguidade: Platão (427-347), Aristóteles (384-322), entre outros.

Seu surgimento sustenta-se a partir da definição de seu objeto de estudo: a educação. O progresso da educação não poderia se fundamentar só com experiências do dia-a-dia e conjecturas dos pensadores. Era necessário o surgimento de uma ciência que desse a esse objeto de estudo, uma sustentação científico-tecnológico.

As obras de Comenius, Rousseau, Kant, Hegel, Herbart, Chernichevski, Pestalozzi, Diesterweg e Ushinski, entre outros intelectuais, ajudaram à independência da Pedagogia como ciência particular. Os clássicos do Materialismo-Histórico e Dialético, Marx e Engels, elaboraram os fundamentos que permitiram sustentar a cientificidade desta. Dessa forma, aos poucos, a Pedagogia vai-se diferenciando, como resultado de um longo período e processo histórico, da Teologia e da Filosofia.

A seguir uma citação da interessante obra Pedagogia de um coletivo de autores alemães que sintetiza a origem da ciência da educação, e confirmam assim, de forma sucinta, que a Pedagogia surgiu como ciência particular a partir do século XIX.

A Pedagogia tem uma longa história. Surge como ciência no momento dela ser um reflexo da manifestação social objetiva da educação. Na Antigüidade, ela tem sido encerrada em complexas apreciações sobre o mundo e o homem (Por exemplo, em Aristóteles). No Feudalismo e no Capitalismo, a Pedagogia vai-se diferenciando paulatinamente, em correspondência com a necessidade social, da Teologia e da Filosofia. No século XVI e no século XVII, nasce o primeiro sistema pedagógico como resultado da divisão, do até então estreito vínculo entre a Teologia e a Filosofia. Esta é a expressão e o resultado da luta da burguesia florescente contra o Feudalismo. Não obstante, a Pedagogia continua sua relação com a filosofia, como por exemplos: Rousseau, Kant, Hegel, Herbart e Chernichevski, ela se erige cada vez mais, como uma ciência independente, nos séculos XVIII e XIX, aproximadamente com Pestalozzi, Diesterweg e Ushinski, entre outros. (NEUNER,G. et al, 1981, p. 100).
 
http://cristiane-crica.blogspot.com/

terça-feira, 14 de junho de 2011

HORA DO CONTO:O CARACOL(AUTORES:MARY FRANÇA E ELIARDO FRANÇA)


APÓS OUVIRMOS O ÁUDIO DA ESTÓRIA,REFLETIMOS SOBRE AS ATITUDES DO CARACOL,SUA INVEJA E BAIXA AUTO-ESTIMA.PINTAMOS E ORDENAMOS O LIVRINHO.FIZEMOS LEITURA EM GRUPOS.






segunda-feira, 13 de junho de 2011

ATIVIDADES CRIATIVAS NAS AULAS, DESPERTANDO O INTERESSE DO ALUNO...(com fotos)


A PARTIR DO ESTUDO DA LETRA "W" , DA ATIVIDADE DO WAFER E CONSTRUÇÃO DE LIVRINHOS,UMA ALUNA CRIOU EM CASA LIVREMENTE SEU LIVRINHO. ELA DISSE QUE PENSOU NA LETRINHA E NUMA OUTRA ESTÓRIA QUE LEU SOBRE AS LETRAS DO ALFABETO PARA CRIAR A ESTÓRIA DO "W".

LIVRO:A ESTÓRIA DO W   AUTORA:ISADORA

ISADORA..


LEITURA DE EMBALAGENS/TIPOS DE TEXTO(com fotos)






 NESTA ATIVIDADE,TRABALHEI COM A LEITURA DE EMBALAGENS,ALÉM DE EXPLORAR A LETRINHA "W".OS ALUNOS TRABALHARAM EM GRUPOS,ONDE CADA GRUPO RECEBEU UM PACOTE DE WAFER,QUE FOI DIVIDIDO IGUALMENTE ENTRE OS INTEGRANTES DO GRUPO.FOI EXPLORADA A QUANTIDADE QUE HAVIA EM CADA EMBALAGEM,QUANTOS CADA UM RECEBEU,QUANTOS SOBRARAM,PORQUE EM ALGUNS GRUPOS A QUANTIDADE RECEBIDA FOI DIFERENTE,ETC...APÓS OS QUESTIONAMENTOS E ESCLARECIMENTOS,OS ALUNOS COMERAM OS WAFERS.QUE DELÍCIA!!EM SEGUIDA REGISTRARAM NOS CADERNOS COM DESENHOS O ALIMENTO QUE COMERAM E SEU NOME.DEPOIS FIZEMOS A EXPLORAÇÃO ORALMENTE DA EMBALAGEM, DE ACORDO COM OS CONHECIMENTOS DE CADA UM.EM SEGUIDA,OS ALUNOS REALIZARAM A ATIVIDADE ESCRITA SOBRE O PRODUTO NOS GRUPOS.NESTA ATIVIDADE FICOU CLARO,OS MAIS VARIADOS CONHECIMENTOS DOS ALUNOS,ONDE TODOS CONTRIBUIRAM,ALGUNS COM NOÇÃO DE VALOR DO PRODUTO,ONDE COMPRAR,LOCALIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES NA EMBALAGEM,CRIATIVIDADE NO SLOGAN,ETC...É UM TIPO DE ATIVIDADE MUITO RICA,QUE PROPORCIONA POSSIBILIDADES IGUAIS A TODOS DE APRENDIZAGEM E UTILIZAÇÃO DE SEUS CONHECIMENTOS DE MUNDO!!
 


ADRIANO

GUSTAVO
PÂMELA
CAROLINE

quinta-feira, 9 de junho de 2011

CONSTRUÇÃO DA ESCRITA:PRIMEIROS PASSOS-PARTE 3

CONSTRUÇÃO DA ESCRITA:PRIMEIROS PASSOS-PARTE 2

CONSTRUÇÃO DA ESCRITA:PRIMEIROS PASSOS-PARTE 1

O PRAZER DA LEITURA SE ENSINA

"É preciso desmanchar essa ideia do livro como objeto sagrado; é sagrado sim, mas para estar nas mãos das pessoas, ser manipulado pelas crianças."

Magda Soares





Quanto mais cedo histórias orais e escritas entrarem na vida da criança, maiores as chances de ela gostar de ler. Primeiro elas escutam histórias lidas pelos adultos, depois conhecem o livro como um objeto tátil “que ela toca, vê, e tenta compreender as imagens que enxerga”, diz Edmir Perrotti, professor de Biblioteconomia da Universidade de São Paulo (USP) e consultor do MEC. “As crianças colocadas em condições favoráveis de leitura adoram ler. Leitura é um desafio para os menores, vencer o código escrito é uma tarefa gigantesca.” A criança lê do seu jeito muito antes da alfabetização, folheando e olhando figuras, ainda que não decodifique palavras e frases escritas. Ela aprende observando o gesto de leitura dos outros – professores, pais ou outras crianças. O processo de aprendizado começa com a percepção da existência de coisas que servem para ser lidas e de sinais gráficos. Para Magda Soares, do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (Ceale/UFMG), esse aprendizado chama-se letramento: “É o convívio da criança desde muito pequena com a literatura, o livro, a revista, com as práticas de leitura e de escrita”. Não basta ter acesso aos materiais, as crianças devem ser envolvidas em práticas para aprender a usá-los, roda de leitura, contação de histórias, leitura de livros, sistema de malas de leitura, de casinhas, de cantinhos, mostras literárias, brincadeiras com livros. Edmir afirma que “a criança pode não saber ainda ler e escrever, mas ela já produz texto: ela pensa, fala, se expressa”. Segundo Magda, um programa de formação de leitores deve se preocupar também com o desenvolvimento do professor como leitor, “porque se a pessoa não utilizar e não tiver prazer no convívio com o material escrito, é muito difícil passar isso para as crianças”.

*fonte: Revista Criança do Professor de Educação Infantil, MEC
A descoberta coletiva da leitura e da escrita

Algumas crianças não têm ambiente favorável à leitura em casa, mas há outras que ouvem histórias lidas pela família. “Se for criado um ambiente de leitura nas escolas, as crianças levarão a prática para suas casas. E vice-versa, haverá crianças que trarão leitura para a escola”, argumenta Jeanete Beauchamp, diretora de Políticas de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC). Participar de grupos que usam leitura e escrita é, de acordo com Ester Calland de Souza Rosa, professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o caminho do aprendizado. Na escola, a criança deve ser rodeada de livros e materiais em espaços de leitura, seja biblioteca, sala ou um cantinho dentro da sala de aula. Para Magda, “o papel da professora é intermediar o contato do aluno com a escrita e a leitura, colocar o livro disponível e orientá-la no seu uso, no convívio com o material escrito”. As atividades são várias: contar e ler histórias, folhear, mostrar o material, buscar informação, usar material escrito de diferentes gêneros, como acontece no Sementinha do Skylab, em Pernambuco . “Mesmo que a professora saiba a resposta, é a primeira oportunidade para dizer ‘vamos buscar na enciclopédia, que traz informação’”, diz a pesquisadora mineira. O medo de a criança rabiscar e rasgar os livros faz os professores criarem dificuldades de acesso ao material. Essas restrições acabam mostrando o contrário do que deveria ser: que a leitura é difícil, chata, porque não pode tocar no livro. “Vai estragar sim porque ela ainda não tem os hábitos e a habilidade motora para lidar com o livro”, esclarece Magda. Mas é também a oportunidade de a professora ensinar a criança a respeitar o livro e como manipulá-lo sem rasgar, “senti-lo como alguma coisa familiar”. Assim a criança entra no mundo da literatura, da escrita, do livro. Quando a criança está na fase de experimentação inicial, os de durabilidade maior – feitos de pano, de plástico, emborrachado, de papelão duro – são mais adequados. A experiência do Centro de Educação Infantil Hilca Piazero Schnaider, em Blumenau (SC) é exemplar (veja box abaixo). Mesmo livros de papel são úteis para os pequeninos porque a professora pode folheá-los, ler a história, mostrar o livro, ensinando zelo pelo objeto. “Todo suporte de texto é fundamental para a criança de Educação Infantil”, diz Rosana Becker, pró-reitora de Graduação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), associada à Rede Nacional de Formação Continuada do MEC. O trabalho com o livro de literatura infantil exige preparo, ensinando para as crianças o que é um material para ser lido e não para ser rabiscado. “A criança precisa experimentar a escrita também, mas vai ser no papel sulfite ou craft, no caderno de desenho, na lousa, no chão”, diz Rosana, “e não no livro”.


Textos bons e diversos


Para as crianças cujas famílias têm baixa escolaridade ou são analfabetas, a escrita pode parecer inútil porque elas não conhecem o “gesto de leitura” em casa. Na escola, a criança deve crescer num ambiente em que veja que a leitura e a escrita estão presentes em muitas situações, “tanto nas lúdicas – leitura de livros de história, poesia, brincadeira com trava-línguas e parlendas – até os usos mais sociais – jornal, listas, escolher livros apenas para ensinar algo como higiene, cuidado ou valor moral. Ester sugere o uso de textos rimados porque os mais novos podem memorizar o texto. “Aí ela faz de conta que está lendo, mostra com o dedo num cartaz ou livro sabendo que o texto está escrito ali”. A criança vai progressivamente identificando os sinais gráficos, uma letra, uma palavra, sons que se repetem, e começa a perceber as regularidades da língua. “Assim você faz essa passagem da oralidade para a escrita”, sintetiza a professora da UFPE. Mesmo que narrativas e poemas sejam prioridade nas atividades de leitura, Magda chama a atenção dos professores para não se trabalhar exclusivamente com o que diverte e agrada. Os alunos precisam ter contato com textos impressos não literários que têm diferentes funções e objetivos. Revistas infantis, em quadrinhos, propaganda, embalagens, receitas, bulas de remédio, certidão de nascimento também devem ser objetos de experimentação. “Revistas e jornais, a princípio para adultos, têm muita ilustração, muito texto, a criança gosta de manipular e até de recriar”, diz ela, “recortando figuras, letras, palavras”.


Familiarizada com a diversidade As crianças querem ouvir histórias desde pequenas, mas essas histórias, segundo Magda, “têm de ser adequadas, com tamanho adequado, contadas ou lidas da maneira adequada à idade” para elas gostarem da atividade. “A criança precisa muito de fantasia e de imaginação”. Livros de literatura infantil, contos de fadas, fábulas e contos do folclore favorecem a fruição estética. Becker alerta: nessa fase de audição de narrativa, a professora não pode escolher livros apenas para ensinar algo como higiene, cuidado ou valor moral. Ester sugere o uso de textos rimados porque os mais novos podem memorizar o texto. “Aí ela faz de conta que está lendo, mostra com o dedo num cartaz ou livro sabendo que o texto está escrito ali”. A criança vai progressivamente identificando os sinais gráficos, uma letra, uma palavra, sons que se repetem, e começa a perceber as regularidades da língua. “Assim você faz essa passagem da oralidade para a escrita”, sintetiza a professora da UFPE. Mesmo que narrativas e poemas sejam prioridade nas atividades de leitura, Magda chama a atenção dos professores para não se trabalhar exclusivamente com o que diverte e agrada. Os alunos precisam ter contato com textos impressos não literários que têm diferentes funções e objetivos. Revistas infantis, em quadrinhos, propaganda, embalagens, receitas, bulas de remédio, certidão de nascimento também devem ser objetos de experimentação. “Revistas e jornais, a princípio para adultos, têm muita ilustração, muito texto, a criança gosta de manipular e até de recriar”, diz ela, “recortando figuras, letras, palavras”. Familiarizada com a diversidade de textos que existem – suportes diferentes (cartaz, livro, jornal, revista, etc.), variedade de formato e tamanho de letras, composição gráfica, disposição da imagem em relação ao texto –, a criança deduz o funcionamento da escrita. “Mesmo antes de ler e escrever de forma autônoma, ela descobre coisas sobre o código justamente em contato com esses tipos diversos de materiais”, diz a pesquisadora de Pernambuco, “e não só aqueles que foram produzidos especificamente para a escola, como abecedários e jogos com letras”.


Acolher o interesse dos pequenos


“O espaço de leitura tem de ser extremamente acolhedor, preparado na medida da criança; ela não pode encontrar obstáculos nem sentir medo de chegar ali”, afirma Edmir. As regras de uma biblioteca para adultos – silêncio e imobilidade – não valem para crianças, principalmente as mais novas. O espaço deve ser convidativo e confortável, permitir que elas circulem e falem. “E tem de ser um lugar de muita interação, onde adulto apóia e compartilha, ajudando a encontrar o caminho da leitura”, detalha o especialista .



Reciclar: Uma grande ideia

Imagine uma bolinha de neve no topo de uma montanha que começa a rolar morro abaixo. Quando ela chegar lá embaixo, terá virado um imenso bolão, não é? Isso é o que acontece com o lixo.
Cada um de nós, brasileiros, produz mais ou menos 500 gramas de lixo todos os dias. Parece pouco, mas é só fazer as contas. Todos os dias, esse lixo vira um bolão de milhões de toneladas!!! Só na cidade de São Paulo, uma das maiores do mundo, são produzidas 12 mil toneladas por dia.

O LIXO DURA UMA ETERNIDADEA natureza é mesmo perfeita: toda a matéria orgânica (viva) criada por ela se decompõe rapidinho no meio ambiente, e ainda serve para gerar mais energia! No ciclo da vida, os animais e plantas que morrem tornam a terra mais fértil para alimentar novos seres que virão. Mas o homem é diferente, né? Porque é o único ser vivo que produz coisas artificiais, e que podem levar uma eternidade para se decompor! Coisinhas como vidro, plástico, isopor, latinhas de refrigerante...
Depois que eles não têm mais uso, ganham outro nome: lixo! O homem é o bicho mais sujinho que existe! Dê uma espiadinha no tempão que o lixo pode ficar por aí, emporcalhando o nosso planeta:
- O papel e o papelão podem levar de 3 a 6 meses para serem absorvidos.
- Um simples chicletinho pode levar 5 anos!
- Aquelas latinhas de refrigerante levam uma vida: de 80 a 100 anos!
- O plástico pode levar até 500 anos. Mas alguns, simplesmente, não se decompõem.
- E agora o vilão: o vidro fica um milhão de anos perturbando a natureza, dá para acreditar? A gente nasce, morre e o vidro ainda está lá, firme e forte.
PARA ONDE VAI O LIXO ?Quando o caminhão de lixo passa na sua casa e recolhe os sacos, ele tem um destino certo: os aterros sanitários. Mas antigamente, o lixo não era tratado, e era jogado sem nenhuma dó nos rios e em terrenos baldios. Para resolver esse problema, foram criadas algumas maneiras para tratar o lixo:
• O aterro sanitário, o famoso lixão, é um buracão forrado com lonas de plástico. Depois de jogar o lixo, a área é recoberta com uma camadinha de terra para evitar a festa de moscas, ratos e urubus. Os gases e o chorume (aquele líquido preto e fedido que escorre do lixo) são coletados e tratados para não contaminar os lençóis freáticos (as águas subterrâneas).

O problema é que esses terrenos estão se esgotando em muitas cidades no mundo. Não tem terra que chegue para tanto lixo!
• A compostagem transforma lixo orgânico em adubo, através de processos meio complicados, mas muito eficientes. E você também pode fazer compostagem em casa. Você já viu sua mãe colocar cascas de ovo nas plantinhas? É porque as casquinhas se decompõem com a ajuda de fungos e bactérias e viram um ótimo adubo. Assim, a terra fica mais fofinha, retém mais água e favorece o crescimento das plantas.
• A incineração já não é tão legal, porque polui demais o ar. É um jeito bom de dar fim aos resíduos perigosos, como o lixo hospitalar, alimentos estragados e remédios vencidos. Mas para fazer isso é preciso controlar rigorosamente os gases superpoluentes liberados.

O VELHO VIRA NOVOCerca de 35% do lixo coletado poderia ser reciclado ou reutilizado e outros 35% poderiam virar adubo. Ou seja, 70% da poluição do meio ambiente iria se transformar em algo útil e limpo para todo mundo! Isso se chama RECICLAGEM, a maneira mais inteligente de dar adeus ao lixo! Na reciclagem, o lixo é tratado como matéria-prima que será reaproveitada para fazer novos produtos. Olha só quantas vantagens a danada tem: diminui a quantidade de lixo que vai para os lixões, os recursos naturais são poupados, reduz a poluição, além de gerar empregos! Mas como fazer isso em cidades que têm milhões de habitantes? Porque para reciclar, é preciso primeiro separar os tipos de lixo. E para separar, é preciso adotar um sistema um pouco caro, chamado Coleta Seletiva de Lixo.
Nesse sistema, o material orgânico é separado do lixo feito de plástico, papel e vidro, que são materiais reaproveitáveis. É por isso que em alguns lugares da cidade a gente encontra aquelas latonas coloridas de lixo: cada cor representa um material reciclável. E cada um deles tem um processo diferente de reciclagem.
O QUE EU POSSO RECICLAR ?
A RECICLAGEM COMEÇA EM CASA!
Sua mãe costuma jogar restos de comida e latinhas de refrigerante no mesmo lixo? Pois dê uma bronca nela! Isso porque o processo de reciclagem começa em casa, separando o lixo doméstico dos materiais recicláceis, como o papel, o plástico, o metal e o vidro.
Mas e depois que eu separei tudinho? É só levar até o ponto mais próximo da sua casa onde existam aquelas latonas coloridas, ou para os Pontos de Entrega Voluntária (P.E.V.) espalhados pelas cidades brasileiras.

Depois que você fez sua parte, o material separado é levado para a central de triagem no Departamento de Limpeza Urbana (D.L.U.) e é colocado em uma esteira rolante, parecida com aquelas de bagagem em aeroporto.
Enquanto o lixo dá um passeio nessa esteira, pessoas treinadas vão separando o que pode ser reciclado. Para facilitar o trabalho, a esteira possui um eletroimã que agarra todos os metais.
Daí em diante, os materiais são compactados para serem vendidos para fábricas de reciclagem.

POSSO RECICLAR PAPELNas latonas coloridas, o papel é representado pela cor azul. Na central de triagem, ele recebe o nome de apara. Mas por quê? Papel sulfite e papelão são diferentes, não é mesmo? Mas ambos podem ser reciclados. As aparas são classificadas pelo tipo de papel e pela quantidade de sujeira que elas contêm: quanto mais limpa ela estiver, melhor será o papel depois de reciclado. Na fábrica de reciclagem, as aparas são misturadas com água em um liquidificador gigante chamado de hidrapulper. Depois, a super massa deve ser limpa para retirar resíduos estranhos como a areia. Essa pasta de celulose segue para a máquina de fazer papel, onde é prensada e secada. Depois de passar por um longo tratamento de beleza, está pronto o papel reciclado!
A reciclagem do papel é totalmente "limpa": não envolve nenhum processo químico, o que diminui a poluição do ar e dos rios. Além disso, muitas árvores deixam de ser cortadas, economizamos água e energia. Vale a pena, né?
Pode: jornais, revistas, caixinhas longa vida, cartões, envelopes, embalagem de ovo, papelão.
Não pode: fotografias, guardanapo, papel higiênico, etiqueta adesiva, papel carbono, fita crepe.

POSSO RECICLAR PLÁSTICONão dá para imaginar a vida moderna sem o plástico: garrafas de refrigerante, sacolas, brinquedos, os mais variados tipos de embalagens e muitas outras coisas estão circulando por aí a todo momento.
De todo o petróleo consumido no Brasil, apenas 1% é utilizado para ser transformado em resina plástica (é isso aí: o plástico vem do petróleo!). Essa resina pode sofrer modificações em sua composição química e formar vários tipos de plástico. É por isso que a "consistência" do brinquedo é diferente de um saquinho de leite.
O plástico utilizado para fazer embalagem é chamado de termoplástico, porque ele fica molinho quando aquecido e pode virar outra coisa.
Se você enterrar uma fruta, ele irá se decompor na terra (ela é um resíduo orgânico, certo?). Mas se você enterrar um plástico ele ficará lá por 500 anos, e talvez nem se desfaça! Tudo bem, hoje já existem os plásticos biodegradáveis, mas eles não são tão usados como os termoplásticos. Por isso, ajude a Coleta Seletiva de Lixo da sua cidade com o máximo de materiais plásticos que puder!
Pode: garrafas de refrigerante, copinhos e saquinhos plásticos, frascos de shampoo e detergente, embalagens de margarina e material de limpeza, canos e tubos.
Não pode: cabo de panela, tomada

POSSO RECICLAR METALVocê já percebeu que o metal está em todas as partes? Nos carros, nos produtos de supermercado (latinhas de tudo quanto é coisa!), na cozinha (panelas e talheres) e até no nosso bolso (as queridas moedinhas!). Pois é, ele é extraído da natureza na forma de minério.
Existem diversos tipos de metais, alguns bem diferentes como o mercúrio (ele é líquido!), mas os mais conhecidos são o ferro, o cobre, o estanho, o chumbo, o ouro e a prata.
Aquecendo o ferro com o carbono (uma espécie de carvãozinho) temos o aço, que é utilizado em latinhas de conserva de alimentos. E você já reparou que essas latinhas não são as mesmas que as do refrigerante? Isso porque as latas de bebida são feitas de alumínio (extraído de um minério chamado bauxita).
Quando o aço é jogado em um aterro sanitário ele demora de dois a quatro anos para se desintegrar, mas o alumínio leva um tempo maior e talvez nem consiga se decompor totalmente.
POSSO RECICLAR VIDRO
TRINCOU, QUEBROU? CAQUINHOS DE VIDRO SÃO RECICLÁVEIS!
Você está jogando futebol no quintal e, de repente: crash! Xi, você quebrou a vidraça da sua mãe... Depois que ela der aquela bronca, tente se desculpar explicando que o vidro quebrado também pode ser levado para reciclagem! Pode não colar, mas que dá... dá!
Os vidros devem ser separados por tipos e cores. Por exemplo, os caquinhos da janela que você quebrou não devem ser misturados com a garrafa de cerveja marrom que o seu pai bebeu. Na famosa Central de Triagem, o vidro é triturado para ser enviado às vidrarias. Lá, os caquinhos são lavados e misturados com areia, calcário, sódio e outros minerais. Eles são fundidos em uma temperatura de até 1500 graus Celsius! Depois disso, essa "massa" é levada para indústrias vidreiras, onde é transformada em novas embalagens.
Pode: garrafas de tudo quanto é tipo, copos, potes, frascos, cacos.
Não pode: espelhos, lâmina, porcelana, cerâmica.

Você sabia que a reciclagem também ajuda a economizar energia?

RECICLAGEM TAMBÉM É ECONOMIA
Uma pizza tem 8 pedaços, certo? Isso significa que 6 pedaços equivalem a 3/4 da pizza. Pois é, com a reciclagem do aço dá para se economizar 3/4 da energia utilizada para fabricar esse aço a partir do minério de ferro. Em tempos de racionamento de energia elétrica isso é super importante, porque a indústria consome muito para produzir essas coisas!
Tudo bem que a gente vive em um país tropical, com temperaturas bem altas... Mas 1500 graus Celsius é para, literalmente, derreter! Imagine quanta energia é consumida nas vidrarias para que o forno atinja essa temperatura e, assim, fundir o vidro?

VOCÊ CONHECE OS 3 Rs ?Reduzir, Reutilizar e Reciclar são as palavras-chave para quem quer ser um defensor do meio ambiente!
Esse número varia bastante, mas, em média, cada pessoa produz 180 quilos de lixo em um ano. Imagine quanto desperdício rola solto por aí... Você pode reduzir bastante esse número com algumas atitudes simples no seu dia-a-dia:

- a gula é um pecado, viu! Portanto, coloque no prato só o que irá comer!
- fale para sua mãe comprar produtos com embalagens retornáveis, que são reaproveitadas.
- aproveite os dois lados da folha de papel: um texto que você imprimiu e saiu errado pode virar um belo rascunho.
- sabe aquelas roupas, brinquedos, livros, e tantas outras coisas que você não usa mais e ficam lá encalhadas? Elas podem ser bastante úteis para pessoas carentes, sabia? E então, o que você está esperando? Vá fazer uma faxina geral no seu armário e doe tanto quanto puder!
- aproveite garrafas e outras embalagens para fazer brinquedos, guardar alimentos, etc...
- aquela sacolinha do supermercado pode virar um ótimo saquinho de lixo.
A reciclagem completa o ciclo dos "erres". O planeta fica com um sorriso de lado a lado ao ver o "bolão de neve" do lixo diminuir!
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