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"DEIXO RENASCER EM CADA AULA A CRIANÇA QUE BRINCA COMIGO,PARA FAZER BRINCAR TANTAS OUTRAS CRIANÇAS..."RAUL FERREIRA NETO(RECREAÇÃO NA ESCOLA)
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dislalia – Troca de Letras

A dislalia é um distúrbio da fala que se caracterizado pela dificuldade de articulação de palavras: o portador da dislalia pronuncia determinadas palavras de maneira errada, omitindo, trocando, transpondo, distorcendo ou acrescentando fonemas ou sílabas a elas.




Quando se encontra um paciente dislálico, deve-se examinar as os órgãos da fala e da audição a fim de se detectar se a causa da dislalia é orgânica (mais rara de acontecer, decorrente de má-formação ou alteração dos órgãos da fala e audição), neurológica ou funcional (quando não se encontra qualquer alteração física a que possa ser atribuída a dislalia).



A dislalia também pode interferir no aprendizado da escrita tal como ocorre com a fala.



A maioria dos casos de dislalia ocorre na primeira infância, quando a criança está aprendendo a falar. As principais causas, nestes casos, decorrem de fatores emocionais, como, por exemplo, ciúme de um irmão mais novo que nasceu, separação dos pais ou convivência com pessoas que apresentam esse problema (babás, por exemplo, que dizem “pobrema”, “Framengo”, etc.), e a criança acaba assimilando essa deficiência.



O Fonoaudiólogo Simon Wajntraub alerta:

Se algum fonoaudiólogo resolver tratar o problema de dislalia do seu filho através das famigeradas e ultrapassadas "técnicas" de rolha na boca, línguas-de-sogra, pedrinhas, canudinhos, vibradores, etc., saiam correndo, porque vai ser uma perda total de tempo e dinheiro!



Uma recomendação fundamental para impedir o desenvolvimento da dislalia é para que os pais e familiares do dislálico não fiquem achando engraçadinho quando a criança pronuncia palavras de maneira errada, como “Tota-Tola”, ao invés de “Coca-Cola”.



Há alguns casos comuns específicos de dislalia, que envolvem pronúncia do "K" do "G", nos quais, por falta de motilidade do palato mole, a pessoa omite tais fonemas (por exemplo, falando "ato" ao invés de "gato"; "ma'a'o" ao invés de MACACO). O "R" brando (que é pronunciado através da vibração da ponta da língua atrás dos dentes incisivos superiores); em muitos dos casos de dislalia, o "R" também costuma ser omitido ou pronunciado guturalmente (a pessoa fala como se fosse um francês ou um alemão falando Português).



As trocas de letras mais comuns provocadas pela dislalia são de "P" por "B", "F" por "V", "T" por "D", "R" por "L", "F" por "S", "J" por "Z" e "X" por "S".



Método do Instituto de Oratória e Fonoaudioogia Simon Wajtraub para Tratamento da Dislalia

O Método do Instituto de Oratória e Fonoaudioogia Simon Wajtraub para Tratamento da Dislalia consiste em fazer com que o paciente ouça suas trocas de fonemas na fala externamente, pela via aérea, uma vez que nós nos ouvimos mais internamente do que externamente e, por esse motivo, não reconhecemos muitas vezes a nossa voz quando fazemos uma gravação.



O Fonoaudiólogo Simon Wajntraub recorro, então, ao sistema de feedback, pelo qual o paciente se utiliza de headphones para, através deles, ouvir a pronúncia correta e a errada dos apalavras para que perceba suas próprias falhas (Se a pessoa não dispuser de recursos eletrônicos, uma boa solução é chegar bem próximo à parede, puxar as orelhas para a frente em forma de concha acústica com as mãos e começar a falar para se ouvir através do reflexo do som na parede).



É muito perigoso quando se vê na televisão, principalmente em programas cômicos ou desenhos animados, personagens que apresentam essa deficiência de troca de fonemas, a dislalia. Tais personagens acabam influenciando negativamente os pacientes, sobretudo as crianças e os adolescentes, que são mais influenciáveis por certos modismos que aparecem a todo momento.



Uma outra orientação importante que o Fonoaudiólogo Simon Wajntraub dá aos pais e professores é no sentido de eles próprios corrigirem os erros que seus filhos e alunos apresentem, já que o fundamental é não deixar que o mau hábito se instale. Na maioria das vezes, esse caso pode ser corrigido em casa mesmo ou na escola, através de repetição constante. Não se pense existem técnicas fonoaudiológicas mirabolantes para corrigir a troca de fonemas: a repetição de modelos corretos é, de longe, a melhor solução.



Quando a criança dislálica troca fonemas, o Fonoaudiólogo Simon Wajntraub costuma gravar um CD para ela contando uma historinha sobre o seu dia-a-dia, de acordo com o relatório fornecido pelos pais.



 Fonoaudiólogo Simon Wajntraub dá ênfase às trocas que a criança comete e exige que ela repita corretamente, acompanhando-o, a palavra que pronuncia logo depois dos erros. O resultado é muito rápido porque o cérebro é estimulado constantemente na área da fala.



Outra troca muito comum é o famoso “tatibitati”, que sempre acontece por excesso de mimos. Com isso, a criança fica falando de maneira entrecortada e infantilizada. É muito comum, por exemplo, encontrar adultos, sobretudo do sexo feminino, que foram excessivamente mimados na infância e cresceram falando de maneira infantil, o que pode lhes ser extremamente prejudicial quando, por exemplo, fazem uma entrevista para conseguir um emprego.



Esse problema pode se refletir também na escrita, e sua correção obedece aos mesmos parâmetros da correção dos problemas da fala. Os professores que trabalham com alfabetização devem dar uma atenção especial àquelas crianças que têm uma aprendizagem mais lenta e trocam letras ou apresentam outros sintomas da dislalia, insistindo com elas no sentido de que exercitem a pronúncia e ortografia correta das palavras.



fonte: http://www.boasfalas.com.br/dislalia-troca-de-letras/Fonoaudiólogo e Professor de Oratória Simon Wajntraub.

sábado, 28 de maio de 2011

jogo, a construção e o erro: considerações sobre o desenvolvimento da linguagem na criança pré-escolar

O desenvolvimento da linguagem é um assunto bastante discutido por quem trabalha com Educação Infantil, mesmo porque é nesse período de vida que nos deparamos mais fortemente com o processo de aquisição da linguagem oral.




Como nós, educadores, podemos contribuir para facilitar esse processo? Nesse texto, você encontrará uma forma de ver o jogo, a construção e o erro na aquisição da linguagem oral como possibilidades de facilitar o trabalho do professor com a criança na faixa etária de zero a seis anos e em alfabetização. A autora também sugere o jogo como uma situação que propicia o trabalho de desenvolvimento da capacidade narrativa.
 
"A linguagem não está solta no mundo, não é uma coisa em si. Em outras palavras, não é um instrumento neutro de comunicação de que se lança mão para se veicular significados e informações. Na verdade, a linguagem é eivada de interações sociais e de história e não é nada neutra. Por outro lado, do ponto de vista de sua aquisição, a linguagem é atividade constitutiva do conhecimento do mundo pela criança. É o espaço em que esta se constitui como sujeito e em que o conhecimento do outro e do mundo é segmentado e incorporado. Linguagem e conhecimento do mundo estão intimamente relacionados e ambos passam pela mediação do outro, do interlocutor. Os objetos do mundo físico, os papéis no diálogo e as próprias categorias lingüísticas não existem a priori, mas se instauram através da interação entre a criança e seu interlocutor básico."




"...o desenvolvimento lingüístico não é um processo linear, nem cumulativo. Ele é cheio de idas e vindas, de coordenações, de novas adaptações, de checagem de várias eficácias. Na linguagem, a criança está se formando como sujeito, enquanto procede à objetivação da própria linguagem, em situações dialógicas (relativo ao diálogo eu-outro) e partilhadas."



"...o ´erro´ é constitutivo do processo de acerto, isto é, da construção do aprendizado. Por isto a palavra erro, neste artigo, é propositadamente colocada entre aspas. É uma palavra inadequada, usada quase que metaforicamente, pela falta de um termo melhor. Na construção da linguagem
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