"UM DOS MOMENTOS INESQUECÍVEIS DA VIDA DE QUALQUER CRIANÇA É QUANDO, PELA PRIMEIRA VEZ ELA JUNTA UMA LETRINHA,MAIS OUTRA E MAIS VÁRIAS DELAS E COMEÇA A...LER!!É UMA CONQUISTA TÃO IMPORTANTE QUE SERÁ USUFRUÍDA PELO RESTO DE SUA VIDA E ABRIRÁ,A CADA DIA,UMA NOVA JANELA PARA O MUNDO..."(MAURÍCIO DE SOUSA)
ESCOLA CÔNEGO PEDRO...AQUI SOMOS TODOS IGUAIS!!
"DEIXO RENASCER EM CADA AULA A CRIANÇA QUE BRINCA COMIGO,PARA FAZER BRINCAR TANTAS OUTRAS CRIANÇAS..."RAUL FERREIRA NETO(RECREAÇÃO NA ESCOLA)
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
ATIVIDADES FUNDAMENTAIS
Atividades fundamentais - alfabetização
ATIVIDADES
QUE SÃO FUNDAMENTAIS NO TRABALHO COM
ALFABETIZAÇÃO:
Escrita e leitura de
listas (palavras do mesmo campo semântico. Exemplo: Tem na
festa de aniversário (para oferecer pistas aos alunos de forma que façam
antecipações de leitura por exemplo)
Leitura de ajuste de textos
de memória (que são cantigas, parlendas, trava línguas,
quadrinhas). Cante com eles várias vezes até que note que decoraram o
texto.
Você lê apontando com o dedo na
lousa, eles acompanham na cópia que eles tem.
Em seguida vc fala a palavra e
eles precisam encontrar na cópia do texto que tem em
mãos.
Reescrita de textos de
memória
Depois de
memórizado
Você pode trabalhar essa atividade
com as duplas produtivas.
Reescrita de contos, ou
reconto: Pedir, de início, que escrevam a parte que mais
gostaram, que escrevam a cantiga que aparece no conto, que escrevam o início ou
o final...
Ao trabalhar com contos procure
relacionar junto com eles as várias formas usadas para iniciar um conto, para
finalizar os mesmos, liste personagens, liste cenários, heróis, vilões... Isso
será fundamental que quando produzirem textos de autoria e mesmo para a
reescrita.
Esse traballho pode ser feito de
diferentes formas: no coletivo (eles vão ditando e você é o escriba, discuta com
eles a melhor forma de escrever para deixar o texto mais bonito), em duplas
produtivas ou individualmente. Depende de seu objetivo e do nível de
conhecimento as cças.
Cruzadinhas e caça
palavras (sempre no mesmo campo semântico, com ou sem banco
de palavras de acordo com o nível de escrita de cada aluno) em dupla ou
individualmente.
Leitura e interpretação com
autonomia Para alunos em nível silábico alfabético e
alfabético
ATIVIDADES FUNDAMENTAIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Atividades fundamentais - alfabetização
ATIVIDADES
QUE SÃO FUNDAMENTAIS NO TRABALHO COM
ALFABETIZAÇÃO:
Escrita e leitura de
listas (palavras do mesmo campo semântico. Exemplo: Tem na
festa de aniversário (para oferecer pistas aos alunos de forma que façam
antecipações de leitura por exemplo)
Leitura de ajuste de textos
de memória (que são cantigas, parlendas, trava línguas,
quadrinhas). Cante com eles várias vezes até que note que decoraram o
texto.
Você lê apontando com o dedo na
lousa, eles acompanham na cópia que eles tem.
Em seguida vc fala a palavra e
eles precisam encontrar na cópia do texto que tem em
mãos.
Reescrita de textos de
memória
Depois de
memórizado
Você pode trabalhar essa atividade
com as duplas produtivas.
Reescrita de contos, ou
reconto: Pedir, de início, que escrevam a parte que mais
gostaram, que escrevam a cantiga que aparece no conto, que escrevam o início ou
o final...
Ao trabalhar com contos procure
relacionar junto com eles as várias formas usadas para iniciar um conto, para
finalizar os mesmos, liste personagens, liste cenários, heróis, vilões... Isso
será fundamental que quando produzirem textos de autoria e mesmo para a
reescrita.
Esse traballho pode ser feito de
diferentes formas: no coletivo (eles vão ditando e você é o escriba, discuta com
eles a melhor forma de escrever para deixar o texto mais bonito), em duplas
produtivas ou individualmente. Depende de seu objetivo e do nível de
conhecimento as cças.
Cruzadinhas e caça
palavras (sempre no mesmo campo semântico, com ou sem banco
de palavras de acordo com o nível de escrita de cada aluno) em dupla ou
individualmente.
Leitura e interpretação com
autonomia Para alunos em nível silábico alfabético e
alfabético
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
COMPREENDA OS NÍVEIS DE ALFABETIZAÇÃO
Este texto é parte do resumo do livro Reflexões
sobre Alfabetização de Emília Ferreiro publicado no site Professor
Seletivo. Selecionei alguns pontos sobre períodos de Alfabetização.
Boa leitura.
Para executar suas ideias (em seus escritos) a criança:
a) faz distinção entre a modo de representação icônico (figurativo) e não icônico (não-figurativo).Ferreiro, analisando a evolução da escrita infantil reconhece quatro períodos, que denomina como: período pré-silábico, período silábico, período silábico-alfabético e período alfabético.
b) constrói formas de diferenciação; faz diferenciação intrafigural que consistem no estabelecimento de propriedades que um texto deve possuir para poder ser interpretável. Os critérios intrafigurais se expressam sobre o eixo quantitativo (mínimo de três letras) e sobre o eixo qualitativo (variação de caracteres); faz a diferenciação interfigurais que é a criação de modos sistemáticos de diferenciação entre uma escrita e a seguinte, para garantir a diferença de interpretação que será atribuída,
c) desvela a fonetização da escrita (descobre a relação som / grafia), começa com o período silábico e culmina no período alfabético.
a) Período Pré-Silábico
As crianças escrevem sem estabelecer qualquer correspondência entre a pauta sonora da palavra e a representação escrita. Escreve coisas diferentes apesar da identidade objetiva das escritas e relaciona a escrita com o objetivo referente (Ex. coloca mais letras na palavra "elefante' do que na palavra borboleta - Realismo Nominal).Exemplos de escrita pré-silábica:
ILUSTRAÇÃO l a.
Escrita sem diferenciações interfigurais (Adriana - 4,5 anos).
1. O que você desenhou? Um boneco.
2. Ponha o nome. (Rabisco.) (a)
3. O que você colocou? Ale (-seu irmão).
4. Desenhe uma casinha. (Desenha)
5. O que é isso? uma casinha.
6. Ponha o nome. (Rabisco) (b).
7. O que você escreveu? Casinha
8. Você sabe colocar o seu nome? (Quatro rabiscos separados) (c).
9. O que é isso? Adriana.
10. Onde diz Adriana? (Assinala globalmente)
11. Por que tem quatro
pedacinhos?... porque sim.
12. O que diz aqui? (1°) Adriana.
13.E aqui (2°) Alberto (- seu pai).
14.E aqui? (3°). Ale (-seu irmão).
15.E aqui? (4°) Tia Picha.
- peixe; (2) o gato bebe leite; (3) galinha; (4) franguinho; (5) pato; (6) patos
l LUSTRAÇÃO 2
Escrita com diferenciação interfigurais (Carmelo 6,2 anos).
(1) Carmelo Enrique Castilho Avellano (uma letra para cada nome).
(2) vaca.
(3) mosca
(4) borboleta
(5) cavalo
(6) mamãe como tacos (comida típica mexicana)
b) Período Silábico
A escrita silábica é o resultado de um dos esquemas mais importantes e complexos que se constroem durante o desenvolvimento da leitura escrita. É quando se dá a descoberta de que as representações escritas têm um vínculo com a pauta sonora da palavra: uma letra para cada sílaba; tantas letras quantas sílabas. No mesmo período - embora não necessariamente ao mesmo tempo - as letras podem começar a adquirir valores sonoros silábicos relativamente estáveis as partes sonoras semelhantes entre as palavras.ILUSTRAÇÃO 3a.
Escrita silábica (letras de forma convencional, mas utilizadas sem seu valor sonoro convencional) cada letra vale por uma sílaba (Jorge, 6 anos).
(1) ga - to (gato)
(2) ma-ri-po-sa (borboleta)
(3) ca-ba-Ilo (cavalo)
(4) pez (peixe)
(5) mar (mar)
(6) el-ga-to-be-be-le-che
'(o gato bebe leite)
(As palavras foram mantidas no original espanhol para que o processo aqui ilustrado faça sentido).
ILUSTRAÇÃO 3b.
Escrita silábica (vagais com valor sonoro convencional): cada letra vale por uma sílaba (Francisco, 6 anos).
1. FRAN-CIS-CO (Francisco)
2. MA-RI-PO-SA (borboleta)
3. PALOMA (pomba)
4. PA-JA-RO (pássaro)
5. GA-TO (gato)
6. PA- TO (pato)
7. PEZ (peixe)
8. PEZ (2ª tentativa) (peixe – 2ª tentativa )
C) Período Silábico-Alfabético
O período silábico-alfabético marca a transição entre os esquemas prévios em via de serem abandonados e os esquemas futuros em vias de serem construídos. Os conflitos provenientes do meio social desestabilizam a hipótese silábica e a criança tem coragem de se comprometer em um novo processo de construção.
ILUSTRAÇÃO 4
Escrito silábico-alfabética (Júlio César, 6 anos)
(1) gato (gato)
(2) mariposa (borboleta)
(3) cabaIlo (cavalo)
(4) pez (peixe)
(5) mar (mar)
(6) el gato bebe leche (o gato bebe leite)
(As palavras foram mantidas no original espanhol para que o processo aqui ilustrado faça sentido).
c) Período Alfabético
Consiste no período que a criança descobre que a sílaba não pode ser considerada como unidade, mas que ela é por sua vez, reanalisável em elementos menores.
Neste momento, deve haver uma estruturação dos vários elementos que compõem o sistema de escrita. Trata-se de conhecer o valor sonoro convencional.a) pelo lado quantitativo não pode estabelecer regularidade duplicando a quantidade de letras por sílaba (já que há sílabas com 1,2,3, ou mais letras).
b) pelo lado qualitativo, problemas ortográficos (a identidade de som não garante identidade de letras nem a identidade de letras a de sons).
PSICOGÊNESE DA LÍNGUA ESCRITA
Psicogênese da Língua Escrita

ESCRITAS PRÉ-SILÁBICAS:
ESCREVER NÃO É A MESMA COISA QUE DESENHAR
A primeira diferenciação que estabelecerão refere-se à distinção entre os desenhos, por um lado, e outros signos, como letras, números, grafias diversas etc.
GRAFISMOS PRIMITIVOS: RABISCOS, PSEUDOLETRAS
As primeiras tentativas infantis ao escrever produzem alguns signos que já não
são desenhos, mas tampouco letras convencionais. São grafias que tentam se parecer
com as letras, com maior ou menor sucesso.
DIFERENÇAS ENTRE LETRAS E NÚMEROS
A criança logo notará que existem dois tipos de signos gráficos, além dos
desenhos: letras e números. No começo, usam-nos indistintamente.
ESCRITA SEM CONTROLE DE QUANTIDADE
Uma vez que as crianças já sabem que para escrever se usam signos especiais,
propõem-se o problema de como podem escrever diferentes coisas. Em algumas
crianças -não em todas-, aparece um momento evolutivo em que as escritas ocupam
toda a largura da página
ESCRITAS FIXAS
Nestas primeiras tentativas de escrita, pode ser que a criança ainda não tenha
percebido a diferenciação que nós adultos, fazemos entre as palavras: escrevem o
mesmo conjunto de signos para qualquer coisa.
ESCRITAS DIFERENCIADAS
As escritas das crianças adquirem rapidamente novas diferenciações: as crianças
escrevem palavras longas e curtas, letras grandes e pequenas, variando segundo critérios
estabelecidos.
DIFERENCIAÇÃO NA QUANTIDADE, NA ORDEM OU NA VARIEDADE DE
LETRAS
Introduzem mudanças ao escrever diferentes palavras, mediante a variação do
repertório de letras utilizadas ou introduzindo mudanças e diferenciações quanto à
ordem ou quantidade das letras em cada palavra.
ESCRITAS SILÁBICAS
Cada letra representa um som. Como a unidade de som que se percebe é a sílaba,
cada sílaba pode ser representada por um algum símbolo ou por letras correspondentes
(vogal ou consoante).
0000 bor-bo-le-ta
000 ca-va-lo Quantitativo (sem valor sonoro)
00 ti-gre
OOEA bor-bo-le-ta Qualitativo (com valor sonoro)
AAO ca-va-lo
IE ti-gre
ESCRITAS SILÁBICO-ALFABÉTICAS
Quando a criança descobre que uma sílaba pode ser escrita com vogal e/ou com
consoante, acaba-se por escrever ambas. Por um período de tempo ela combina na
escrita o critério silábico com escritas alfabéticas. Assim, na escrita da criança aparece a
forma silábica e alfabética numa mesma palavra.
EX: CAAO (cavalo), BOOLEA (borboleta)
Representa algumas palavras com omissões de letras
A criança escreve a palavra combinando o critério silábico com escritas alfabéticas,
embora omita letras no interior das sílabas.
Representa algumas palavras acrescentando letras
A criança escreve a palavra combinando o critério silábico com escritas alfabéticas,
embora acrescente letras no interior das sílabas.
Representa a escrita ora silabicamente, ora alfabeticamente
Na escrita da criança aparece a forma silábica e alfabética numa mesma palavra.
ESCRITAS ALFABÉTICAS
A criança ao atingir o nível alfabético, escreve com marcas na oralidade. Dessa
forma, escreve exatamente do jeito que fala. Como nos exemplos a seguir: VAZU
(vaso), TAQUICI (táxi), PASTEU (pastel). As omissões, trocas e inversões de letras
também são bem comuns nesse estágio.
À medida que vão interagindo com a linguagem escrita, vão percebendo que a
escrita não é uma representação fiel da fala e aparecem novos problemas de escrita. S/Z,
J/G, H, O e E final de palavra, a separação das palavras etc.
Escreve alfabeticamente com omissões de letras nas sílabas. Ex: CATO (CANTO),
TIGE (TIGRE), BASIU (BRASIL)...
Escreve alfabeticamente com trocas de letras de sons semelhantes. Ex: DADU (TATU),
XANELA (JANELA), ESCELETE (EXCELENTE)...
Escreve alfabeticamente com acréscimos de letras nas sílabas. MARCACO
(MACACO)...
Escreve alfabeticamente, mas troca a posição de algumas letras nas sílabas.
Ex: SECOLA (ESCOLA), CARVO (CRAVO)...
Escreve alfabeticamente a frase sem segmentação (separação) entre as palavras. Ou
seja, não escreve deixando os espaços em branco entre as palavras.
Ex: LUIZABUTOUMAMAUNASALADA
Escreve todas as palavras ortograficamente
Ex: A menina gosta de mel com limão.
Fonte: Maruny Curto, Lluís. Escrever e ler: como as crianças aprendem e como o
professor pode ensiná-las a ler e a escrever. Porto Alegre: Artmed Editora, 2000

sábado, 30 de junho de 2012
NÍVEIS DE ALFABETIZAÇÃO
quinta-feira, 24 de maio de 2012
O QUE É CONSTRUTIVISMO?
“O construtivismo não é um método, é um conceito”, afirma Silvia de Mattos Gasparian Colello, do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (GEAL), da USP, acerca da polêmica sobre a melhor orientação para a alfabetização no país.
Diante dessa questão posta pesquisei a cerca do Construtivismo e resolvi postar para vocês as 50 questões básicas sobre Construtivismo publicadas na Revista NOVA ESCOLA em Março de 1995, para que possamos conhecer melhor e avaliar o que pode ser aplicado de forma produtiva em nossa sala de aula.
1 — O que é o construtivismo?
É o nome pelo qual se tomou conhecida uma nova linha pedagógica que vem ganhando terreno nas salas de aula há pouco mais de uma década. As maiores autoridades do construtivismo, contudo, não costumam admitir que se trate de uma pedagogia ou método de ensino, por ser um campo de estudo ainda recente, cujas práticas, salvo no caso da alfabetização, ainda requerem tempo para amadurecimento e sistematização.
2- Em que se distingue a pedagogia construtivista, em linhas gerais?
O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo à dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. Rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, como um prato feito, e utiliza de modo inovador técnicas tradicionais como, por exemplo, a memorização. Daí o termo "construtivismo", pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire. O construtivismo enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno.
3 — Com base em que o construtivismo adota tais praticas?
Com base nos estudos do psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980),. a maior autoridade do século sobre o processo de funcionamento da inteligência e de aquisição do conhecimento. Piaget demonstrou que a criança raciocina segundo estruturas lógicas próprias. que evoluem conforme faixas etárias definidas, e são diferentes da lógica madura do adulto. Por exemplo: se uma criança de 4 ou 5 anos transforma uma bolinha de massa em salsicha. ela conclui que a salsicha. por ser comprida, contém mais massa do que a bolinha. Não se trata de um erro, como se julgava antes de Piaget, mas de um raciocínio apropriado a essa faixa etária. O construtivismo procura desenvolver práticas pedagógicas sob medida para cada degrau de amadurecimento intelectual da criança.
4 — Piaget criou o construtivismo?
Nada mais falso. Ao contrário do que muitos imaginam, ele nunca se preocupou em formular uma pedagogia: dedicou a vida a investigar os processos da inteligência. Outros especialistas é que se valeram das suas descobertas para desenvolver propostas pedagógicas inovadoras.
5 — De onde vem, então, o construtivismo?
Quem adotou e tornou conhecida a expressão foi uma aluna e colaboradora de Piaget. a psicóloga Emilia Ferreiro. nascida na Argentina em 1936 e que atualmente mora no México. Partindo da teoria do mestre, ela pesquisou a fundo, e especificamente. o processo intelectual pelo qual as crianças aprendem a ler e a escrever, batizando de construtivismo sua própria teoria.
6 — Então é ela a autora da pedagogia construtivista?
Não. A exemplo de Piaget, Emilia se limitou a desenvolver uma teoria científica. Outros especialistas é que vêm utilizando suas descobertas, assim como as de Piaget. para formular novas propostas pedagógicas. No começo, o nome construtivismo se aplicava só à teoria de Emilia. Com o tempo, passaram a ser chamadas de construtivistas as novas propostas pedagógicas inspiradas em sua teoria, a própria teoria de Piaget e ate mesmo pedagogias anteriores, porem compatíveis, como a do educador soviético Lev Vvgotsky (1896-1934).
7 — O que a teoria de Emilia Ferreiro sustenta?
A pesquisadora aplicou a teoria mais geral de Piaget na investigação dos processos de aprendizado da leitura e da escrita entre crianças na faixa de 4 a 6 anos. Constatou que a criança aprende segundo sua própria lógica e segue essa lógica até mesmo quando ela se choca com a lógica do método de alfabetização. Em resumo, as crianças não aprendem do jeito que são ensinadas. A teoria de Emilia abriu aos educadores a base científica para a formulação de novas propostas pedagógicas de alfabetização sob medida para a lógica infantil.
8 — Qual é a lógica infantil na alfabetização, segundo Emilia Ferreiro?
A pesquisadora constatou uma sequência lógica básica na faixa de 4 a 6 anos. Na primeira fase, a pré-silábica. a criança não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada e se agarra a uma letra mais simpática para "escrever". Por exemplo, pode escrever Marcelo como MMMMM ou AAAAAA. Na fase seguinte, a silábica, já interpreta a letra à sua maneira, atribuindo valor silábico a cada uma (para ela. MCO pode ser a grafia de Mar-ce-lo. em que M=mar, C=ce e 0=l0). Um degrau acima, já na fase silábico-alfabética, mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas propriamente ditas. Por fim, na última fase, a alfabética, passa a dominar plenamente o valor das letras e silabas.
9 — O construtivismo se aplica somente à alfabetização infantil?
Não. Ainda se encontra muito vinculado à alfabetização, porque foi por essa área que começou a ser desenvolvido, a partir da base teórica proporcionada por Emilia Ferreiro. Contudo, práticas construtivistas, devidamente adaptadas, já estão bastante difundidas até a quarta série do primeiro grau. A partir da quinta série, porém, quando cada disciplina passa a ser ministrada por um professor especializado, tais práticas são menos utilizadas, até pela relativa escassez ainda registrada de pesquisas teóricas equivalentes às de Emilia.
10 — Por que o construtivismo faz restrições à "prontidão" na alfabetização infantil?
Com base nas teorias de Piaget e Emilia Ferreiro, os construtivistas consideram inútil a prontidão, ou seja, o treinamento motor que habitualmente se aplica às crianças como preparação do aprendizado da escrita. Para eles, aprender a ler e escrever é algo mais amplo e complexo do que adquirir destreza com o lápis.
11 — O aluno formado pelo construtivismo fica bom de raciocínio, com mais senso crítico, porém mais fraco de conhecimentos?
Não é bem assim. Os construtivistas insistem em que, embora o construtivismo enfatize o processo de aprendizagem, este não ocorre desligado do conteúdo: simplesmente não há como formar um indivíduo crítico no vazio. Portanto, a aquisição de informações é fundamental.
12— Como o construtivismo transmite o conhecimento não passível de ser "construído" pelo aluno, como nomes de cidades ou de presidentes?
O construtivismo estimula a descoberta do conhecimento pelo aluno. Evita afogá-lo com informações prontas e acabadas, mas quando necessário não hesita em valer-se da memorização. Neste caso, a professora deve escolher o momento oportuno e criar situações interessantes para transmitir esses conhecimentos, fugindo assim da rigidez da prática tradicional.
13 — O construtivismo requer mais atenção individual ao aluno do que outras linhas de ensino?
Sim, mas não com a obsessão que às vezes se imagina. Se o construtivismo admite que cada aluno tem o seu processo particular de aprendizagem, a professora deve conhecê-lo, acompanhá-lo e fazer as intervenções adequadas. Mas isso não quer dizer centralização total, ao contrário. O construtivismo valoriza muito o intercâmbio entre os alunos e o trabalho de grupo, em que a professora tem uma presença motivadora e menos impositiva.
14 — Como a professora pode dar atenção individualizada em classes de 30 ou 40 alunos?
O ideal é que as classes não sejam tão numerosas. Mas, de qualquer modo, vale a alternativa de trabalhar com duplas ou trios, agrupando as crianças por habilidades parecidas ou opostas, a critério da professora. No construtivismo, a professora aproveita a individualidade de cada aluno para o enriquecimento do grupo.
15 — Por que o construtivismo contesta o ensino dirigido?
Não é bem isso. O construtivismo considera a sistematização do ensino necessária, mas aplicada com bom senso e flexibilidade. Contesta, sim, que o currículo seja uma imposição unilateral, uma camisa-de-força, com etapas rígidas, sucessivas e inalteráveis. Não se aprende por pedacinhos, mas por mergulhos em conjuntos de problemas que envolvem vários conceitos ao mesmo tempo, afirmam os construtivistas.
16 — Por que a alfabetização construtivista rejeita o uso da cartilha?
Primeiro, porque a cartilha prevê etapas rígidas de aprendizagem, coisa que o construtivismo descarta. Segundo. porque os construtivistas acham que a linguagem geralmente usada nas cartilhas ("Bá-bé-bi". "Ivo viu a uva" etc.) é padronizada, artificial, distante do mundo conhecido pela criança.
17— Por que o construtivismo faz restrições aos livros didáticos?
Pelo fato de a maioria deles apresentar o conhecimento em sequência rígida, prevendo uma aprendizagem de conceitos baseada na memorização.
18— E ao ensino da tabuada?
O caso é diferente. A memorização é essencial para agilizar o cálculo mental, mas isso deve ocorrer após o aluno compreender o significado das operações aritméticas, como a multiplicação. O que os construtivistas não aceitam é a memorização puramente mecânica. conhecida como "decoreba".
19— E a restrição ao ensino de regras gramaticais?
O construtivismo contesta que o ensino da gramática seja o meio para se levar o aluno a entender e dominar o processo de escrever corretamente. Isso se adquire praticando a escrita, mesmo com erros gramaticais. A medida que o aluno vai dominando a escrita é que se passa a ensinar-lhe a gramática. As regras identificam certas regularidades da língua, mas para entendê-las é preciso tê-las percebido na prática.
20 — Por que o construtivismo, em geral, não aceita o uso de fórmulas, como as de matemática e as de sintaxe?
Não é que não aceite. A restrição é ao ensino de fórmulas como se fossem os conteúdos, pois elas não passam de esquemas sintéticos muito mais abstratos. A fórmula, em si mesma, não é o núcleo do conhecimento, mas aquilo que o sustenta.
21 — Qual é o papel da professora no construtivismo e em que difere do ensino tradicional?
Em vez de dar a matéria, numa aula meramente expositiva, a professora organiza o trabalho didático-pedagógico de modo que o aluno seja o co-piloto de sua própria aprendizagem. A professora fica na posição de mediadora ou facilitadora desse processo.
22 — O que é necessário para ser uma boa professora construtivista?
Mentalidade aberta, atitude investigativa. desprendimento intelectual, senso crítico, sensibilidade às mudanças do mundo combinada com iniciativa para torná-las significativas aos olhos dos alunos e flexibilidade para aceitar a si mesma em processo de mudança contínua. Ela precisa dar mais de si e precisa estar o tempo todo se renovando, para sustentar uma relação com os alunos que não se baseia na autoridade. mas na qualidade.
23 — A professora construtivista precisa de uma orientadora pedagógica?
Sim. A orientadora é importante, não para tutelar a professora, mas para servir de interlocutora com quem ela possa refletir sobre sua prática.
24 — É possível ser construtivista em uma escola tradicional?
Em geral, o projeto pedagógico de uma escola tradicional não favorece nem leva em conta o trabalho de uma professora que resolva tocar em outro tom. Embora seja difícil manter uma proposta individual num ambiente alheio a mudanças, há muitos casos assim. Além disso, deve-se considerar o fato de que é difícil uma escola passar a ser construtivista num só golpe. Isso ocorre de maneira paulatina, até porque o construtivismo, do mesmo modo que respeita os processos de transformação por que passam os alunos, também deve respeitar o das próprias professoras.
25 — Existem manuais que ensinem a ser construtivista?
Manuais, com tudo mastigado, não. Mas não falta material de apoio para que a professora comece a olhar seu trabalho de outro modo (leia bibliografia ao final deste texto). O fundamental, de qualquer maneira. é a prática. Calcula-se que são necessários ao menos dois anos de prática em classe, reforçados por reuniões semanais com outros colegas, para tornar-se uma boa professora construtivista.
26— Existem cursos que ensinem a ser construtivlsta?
Algumas instituições promovem cursos de extensão ou especialização, seminários, palestras e reuniões de estudo com essa finalidade. Mas atenção: nesses cursos não se ensina a ser construtivista. Neles se discute a prática da professora, de modo que ela ganhe elementos para encontrar seu próprio caminho, mais ou menos como depois irá fazer em relação ao aluno.
27 — Quais as vantagens do construtivismo sobre outras linhas de ensino?
Procura formar pessoas de espírito inquisitivo, participativo e cooperativo, com mais desembaraço na elaboração do próprio conhecimento. Além disso, o Construtivismo cria condições para um contato mais intenso e prazeroso com o universo da leitura e da escrita.
28 — Quais as desvantagens do construtivismo em relação a outras linhas de ensino?
Sendo uma concepção pedagógica nova e flexível, não oferece à professora instrumentos tão seguros e precisos com respeito ao seu trabalho diário. Ainda há muito por sistematizar, admitem os construtivistas.
29 — As outras linhas de ensino não podem formar alunos tão bem ou mesmo melhor que o construtivismo?
Em termos de quantidade de conhecimento, sim. Quanto à qualidade do conhecimento, dificilmente, pois o construtivismo desperta no aluno um senso de autonomia e participação que não é comum em outras linhas pedagógicas, sustentam os construtivistas.
30 — O construtivismo forma o estudante com mais ou menos rapidez que outras linhas de ensino?
O construtivismo não dá exagerada importância a prazos rígidos. Na alfabetização construtivista, estima-se que um aluno do meio rural, que nunca viu nada escrito, precisa de dois a três anos para chegar a ler e escrever com eficiência. Já no meio urbano, um aluno de 7 anos, que convive intensamente com a escrita, leva algo em tomo de um ano e meio. Comparativamente, no ensino convencional, a maioria das crianças é capaz de soletrar e formar palavras em um ano - o que os construtivistas, contudo, não consideram alfabetização.
31 — Como a escola construtivista lida com a ansiedade de pais que percebem seus filhos atrasados em relação a crianças de outras escolas?
Aproximando os pais da escola, tenta-se demonstrar a eles quais as diferenças desta nova concepção de trabalho, comparando-a com o ensino tradicional. Pode não se tratar propriamente de um atraso, no sentido de deficiência no aproveitamento, mas de um outro ritmo de aprendizado que, ao final do ano, vai resultar numa vantagem qualitativa.
32-Um aluno formado exclusivamente dentro dos moldes construtivistas pode competir em igualdade de condições em vestibulares e concursos públicos?
A resposta é arriscada, pois ainda há muito poucos alunos formados exclusivamente pelo construtivismo em idade de vestibular e não há pesquisas conhecidas a respeito.
33 — O construtivismo permite que os pais ajudem os filhos nas tarefas de casa?
Ponto polêmico. Alguns admitem que sim: se o jeito de ensinar dos pais for diferente do da escola, a criança tem a vantagem de dispor de outra forma de aprender. Outros, contudo, sustentam que a tarefa de casa é para ser realizada pelo aluno. A vantagem, aí, seria ele ter chance de experimentar uma situação rara para ele na escola, uma vez que a maioria das atividades em classe é realizada em grupo.
34 — Como é a avaliação do aluno no construtivismo?
O aluno é permanentemente acompanhado, pois a avaliação é entendida como um processo contínuo, diferente do sistema de provas periódicas do ensino convencional. Segundo os construtivistas, a avaliação tem caráter de diagnóstico - e não de punição, de certo ou errado, de exclusão. Além disso, a própria professora também se auto-avalia e modifica seus rumos.
35 — Em que difere a prova construtivista?
Ela tem peso menor que no ensino tradicional. Não é o único indicador do rendimento do aluno, que também é avaliado pelo desempenho rotineiro em classe. Além do mais, a prova não é uma peça estranha ao grupo, elaborada fora da sala de aula, por um especialista (geralmente um coordenador). Tal responsabilidade cabe à própria professora, que leva em conta aquilo que já foi efetivamente trabalhado na sala de aula.
36—O que significa o erro do aluno?
É tomado como um valioso indicador dos caminhos percorridos por ele para chegar até ali. A professora não está tão preocupada com o acerto da resposta apresentada pelo aluno, mas sobretudo com o caminho usado para chegar a ela. Em vez de ser um mero tropeço, o erro passa a ter um caráter construtivo, isto é, serve como propulsor para se buscar a conclusão correta.
37 — O construtivismo não corrige o erro do aluno?
Corrige, mas sempre tomando o cuidado de que a correção se transforme numa situação de aprendizagem, e não de censura. Por exemplo, no início do ano a professora pede aos alunos que escrevam um texto e guardem o material corrigido. No fim do ano, pede uma nova redação sobre o mesmo tema. Então, junto com os alunos. compara os dois trabalhos, ressaltando os progressos ocorridos. No ensino tradicional, o erro deixa menos vestígios no caderno do aluno, pois é corrigido, apagado, à medida que aparece.
38—O construtivismo reprova?
Sim, quando o aluno se encontra em tal atraso em relação ao resto da turma, que fazê-lo passar de ano seria lançá-lo numa situação muito desagradável. De qualquer modo, tenta-se evitar que a criança viva a reprovação como um atestado de sua incapacidade ou como castigo por não ter aprendido.
39 — Os alunos transferidos de uma escola construtivista para outra, não-construtivista, acompanham mal a nova turma?
Os construtivistas não reconhecem a existência deste fenômeno, mas especulam que poderia tratar-se de uma pura e simples questão de adaptação, e não de despreparo. Os alunos podem achar a nova escola desinteressante, não gostar da postura da professora ou estranhar os métodos de avaliação.
40 — O aluno educado no construtivismo é mais sujeito a cometer erros do português?
No inicio do construtivismo isso ocorria com freqüência. porque os professores se preocupavam mais com o conteúdo do texto do que com a ortografia - falha que passaram a corrigir nos últimos cinco anos.
41 — Por falta do treinamento motor (prontidão), as crianças alfabetizadas no construtivismo acabam fracas de caligrafia?
O construtivismo sustenta que não, pois o treinamento delas se faz à medida que vão escrevendo. Algumas escolas chegam ainda a lançar mão do velho caderno de caligrafia, como no ensino tradicional, quando a criança tem letra ruim.
42 — O construtivismo desestimula a competição entre os alunos?
Sim, pois uma de suas linhas mestras repousa justamente na cooperação entre eles. No entanto, mesmo pondo de lado a competição, o construtivismo investe no desafio pessoal, como motivação para a criança ir sempre avante nas trilhas do conhecimento
43 — A sala de aula numa escola construtivista é mais barulhenta e agitada do que na tradiconal?
Em termos. O que ocorre é que as crianças não são passivas. mas sim estimuladas a participar, dizem os construtivistas
44 — As crianças não tendem a ficar indisciplinadas, malcriadas e incapazes de ouvir o outro, em consequência de uma educação construtivista?
Caso elas tendam à indisciplina e ao desrespeito a outra pessoa, seja colega ou professor, terá falhado um dos pilares do construtivismo, argumentam seus praticantes, pois o que se enfatiza é justamente a reciprocidade na fixação de regras, no escutar e no ouvir, nos direitos e deveres, nos princípios básicos da cidadania e da democracia.
45 — O professor construtivista deixa os alunos fazerem o que bem entendem em classe?
Não. A sala de aula é um espaço com regras de funcionamento e de convivência. O superliberalismo pedagógico destoa das concepções do construtivismo.
46 — O construtivismo pune alunos indisciplinados?
Sim, porém o caráter dessa punição, dentro do possível, deve ser, digamos, "construtivo" - deve buscar a reciprocidade e a reparação. Por exemplo, se uma criança rasga um livro, deve consertá-lo. De todo modo. em casos mais graves, admite-se até a tradicional suspensão.
47 — Como o construtivismo se espalhou?
As bases teóricas foram estruturadas na primeira metade deste século, com Piaget e os psicólogos soviéticos, entre os quais Lev Vygotsky é o mais divulgado no Brasil. As pontes para a prática pedagógica se consolidaram com Emilia Ferreiro e seus colaboradores, a partir do final da década de 1970. Na década seguinte, o construtivismo se disseminou na América Latina, principalmente na Argentina e no Brasil. As experiências brasileiras mais expressivas foram registradas nas redes municipais de Porto Alegre e de São Paulo, assim como no ciclo básico (as duas primeiras séries) da rede estadual paulista.
48 — O construtivismo passou por mudanças desde que começou a ser adotado no Brasil?
Sim. A fase inicial, em que o aluno era deixado muito solto, como se a professora não estivesse na sala de aula (prática espontaneísta). está superada. Hoje se quer do professor uma atuação firme e planejada (prática intervencionista). No geral, contudo, o núcleo pedagógico do construtivismo permanece inalterado.
49 — A interdisciplinaridade tem alguma relação com o construtivismo?
Sim, embora a interdisciplinaridade seja uma prática pedagógica autônoma e anterior ao construtivismo. Como nenhum professor, por mais ampla que seja a sua formação, pode dominar todos os conhecimentos envolvidos na tarefa de lecionar, o trabalho interdisciplinar é recomendado para todo e qualquer nível.
50— É feio não ser construtivista?
Não, absolutamente. Feio é não ser autêntica e não se preocupar em dar o melhor aos alunos, seja de si mesma. seja das múltiplas áreas do conhecimento. Feio, enfim, é ser má professora.
BIBLIOGRAFIA
Psicogênese da língua Escrita, de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky. Ed. Artes Médicas, Av.
Jerônimo Ornellas. 670. CEP 90040-340. Porto Alegre. RS. Tel: (051) 330-3444/330-2183
A Escrita e a Escola, de Ana Maria Kaufman. Ed. Artes Médicas.
Alfabetização em Processo, de Emilia Ferreiro. Ed. Cortez. R. Bartira. 387. CEP 05009-000. São Paulo. SP. Tel: (011) 864-0111.
Ensaios Construtivistas, de Lino de Macedo. Ed. Casa do Psicólogo. R. Alves Guimarães, 436, CEP 05410-000. São Paulo, SP, Tel: (011) 852-4633.
Aprendendo a Escrever: Perspectivas Psicológicas e Implicações Educacionais, de Ana Teberosky. Ed. Ática. R. Barão de Iguape. 110. CEP: 01507-900, caixa postal 8656, São Paulo, SP. Tel: (011) 278-9322.
No site http://www.labjor.unicamp.br/midiaciencia/article.php3?id_article=219 ( Acessado em 13 de maio de 2012) encontrei exemplos de atividades do Consturivismo e do Método Fônico para que possamos comparar e selecionar o que há de melhor em cada uma das propostas, pois sou a favor de, primeiro analisar o que pode ser melhor pra minha turma, sem tomar essa ou aquela proposta por "errada. Vamos analisar?
Exemplos de atividades
No contrutivismo, que trabalha com textos inteiros e reais
Livro dos Desertos - A professora propõe um tema: “Vamos estudar o deserto?” Como os bichos e as plantas conseguem viver no deserto? Onde estão os desertos? Todos estão no mesmo lugar? Eles [os alunos] vão trabalhando com resoluções de problemas. Aí, a professora mostra jornais com matérias e mapas da corrida Paris-Dakar, por exemplo. Os alunos são levados a discutir a trajetória, os tipos de acidentes que aconteciam no deserto, como os competidores se alimentavam, enfim, depois que eles chegam a alguma conclusão, a professora pede para que escrevam o que eles aprenderam sobre o tema. As crianças dizem “Mas eu não sei escrever, professora!”. Ela, então, incentiva: “Escreva do jeito que você sabe! Peça ajuda ao seu amigo!” “Eu quero escrever que no deserto não tem chuva.” Sem o compromisso do certo e do errado, as crianças são alfabetizadas. Depois de escritos vários textos (sobre as plantas, os bichos do deserto, etc), os trabalhos são compilados em uma espiral, a criança aprende a escrever escrevendo o Livro dos Desertos. (por Silvia de Mattos Gasparian Colello, do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento da USP)
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No método fônico, que associa letras a sons
Jogo de percurso - Cada criança retira, em sua vez, um pequeno cartaz de uma caixa de papelão. No cartaz há uma figura desenhada (pode ser um animal como camelo, um veículo como trem, um brinquedo como boneca, e assim por diante). A professora pergunta ao grupo qual o nome da figura. No grupo, uma criança pode saltar à frente é gritar. “É um camelo!”. As demais, naturalmente, repetem o nome do animal na figura. A professora então pergunta quantos sons tem essa palavra e pede para contarem todos juntos /c/ /a/ /m/ /e/ /l/ /o/ dizem eles (no método fônico as crianças não pronunciam os nomes das letras, mas sim seus sons!). “Então, vamos contar quantos sons tem essa palavra?”, estimula a professora. Enquanto pronuncia os sons todos de novo, ela vai mostrando os dedos um a um. Nesse ponto uma criança do grupo (uma qualquer, já que sempre é espontâneo e voluntário) salta à frente e diz: “Tem 6, professora! Tem 6 sonzinhos!”. Isso, diz a professora. E pronuncia, enquanto conta com os dedos. “Então, pessoal, quantas casas o Júnior vai andar?” “Seis casas!”, gritam todos. (por Fernando César Capovilla, professor associado em psicologia experimental humana do Instituto de Psicologia da USP, via e-mail)
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RETIRADO DO IDEIA CRIATIVA
quinta-feira, 3 de maio de 2012
ALFABETO MÓVEL...(FOTOS)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
DICAS PARA AJUDAR UMA CRIANÇA A LER
A coisa mais simples e também a mais importante que os adultos podem fazer para ajudar as crianças na fase da alfabetização, é criar o hábito de buscarem o conhecimento do qual elas irão precisar, para serem bem sucedidas na vida pessoal e profissional, é simplesmente ler alto para elas, começando com isto desde cedo.
A habilidade para ler e entender o que está escrito capacita as crianças a serem auto suficientes, a serem melhores estudantes, mais confiantes, levando-as desse modo às melhores oportunidades na vida profissional e a uma vida mais divertida, tranquila e agradável.
Confiram outras 09 dicas pra te ajudar no blog Dicas pra Mamãe.
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domingo, 23 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA AQUISIÇÃO DA LEITURA
O desafio de ensinar a ler: Atividades que possibilitam a aquisição da leitura
Elaborei este material para uma oficina que ofereci no município de Mesquita em 2010.
[1]Mônica Valéria Pinheiro
Leitura de Letras
1. Bingo de Letras
Materiais: lápis, papel e cartões com as letras do alfabeto.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel e escreve uma das palavras da lista trabalhada. O professor passa a sortear as letras, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a letra sorteada em sua cartela deverá marcá-la. Vence aquele que marcar, primeiro, todas as letras da cartela.
Leitura de Palavras:
1. Bingo de Leitura
Materiais: lápis, papel e fichas com as figuras correspondentes as palavras da lista trabalhada.
Procedimento: Cada aluno ou grupo de aluno recebe um pedaço de papel, escolhe quatro palavras da lista e as escreve. O professor passa a sortear as fichas, mostrando-as e repetindo seu nome várias vezes. Caso a criança ou grupo tenha a palavra correspondente em sua cartela deverá marcá-la. Vence aquele que marcar, primeiro, todas as palavras da cartela.
2. Preguicinha
Materiais: envelopes de colorset com abertura nas duas extremidades, cartões com palavras de uma lista já trabalhada
Procedimento: Esconder o cartão no envelope e propor a adivinhação da palavra, mostrando lentamente ora a letra inicial, ora a letra final até que as crianças descubram a palavra escondida.
3. Memória coletiva
Materiais: Quadro de cinco pregas; seis pares de cartões com as palavras da lista e as figuras correspondentes; cartões numerados de 01 a 04 e cartões com as letras A, B, C e D.
Procedimento: Dividir a turma em pequenos grupos. Organizar na primeira linha do quadro de pregas os cartões numerados e na primeira coluna os cartões com letras. Completar as linhas e colunas com os cartões de figuras e de palavras embaralhados e voltados para trás. Cada grupo, na sua vez de jogar escolhe um par ordenado. O grupo que encontrar mais pares vence a partida.
4. Certo ou errado?
Materiais: Quadro de várias pregas; 02 cartões com os títulos das categorias de listas trabalhadas em sala de aula e cartões com as palavras destas listas.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar os cartões de acordo com a categoria. A conferência deve ser feita coletivamente.
5. Passa ou repassa
Materiais: Cartões com palavras de várias categorias de listas trabalhadas em sala de aula.
Procedimento: A turma deverá ser organizada em dois grupos. Cada grupo indica um participante, que deverá se posicionar de frente para seu oponente, em volta de uma mesa e com as mãos na cabeça. O professor sorteia uma categoria e mostra a primeira palavra. Ao seu comando os jogadores devem bater na mesa o mais rápido que conseguirem. Aquele que bater primeiro terá o direito de fazer a leitura da palavra. Se estiver certo, marca ponto para o grupo e desafia outro oponente. O jogo segue até que todos tenham participado.
Leitura de frases:
1. Frases embaralhadas
Materiais: Quadro de 01 prega; tiras com palavras que possibilitem a formação de frases.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar uma frase. O sentido da frase é conferido coletivamente.
Leitura de Texto:
1. Texto fatiado
Materiais: Quadro de várias pregas; tiras de cartões com frases que compõe um pequeno texto conhecido de memória.
Procedimento: Cada grupo é desafiado a organizar o texto. A conferência deve ser feita coletivamente.
2. Leitura Explosiva
Materiais: Quadro de 01 prega; envelopes com adivinhas; cartões com as respostas correspondentes às adivinhas e balões coloridos
Procedimento: Cada grupo elege um representante que receberá uma das bolas de aniversário e funcionará como cronômetro para um grupo adversário. Na sua vez de jogar, o grupo recebe um envelope com uma adivinha que deverá ser lida para todos. O grupo se põe a procurar a resposta entre os cartões que deverão estar espalhados sobre a mesa, enquanto o representante do outro grupo se põe a assoprar a bola. Assim que encontrar a palavra deverá colocá-la no quadro de pregas. Se o grupo demorar a encontrar a resposta e a bola estourar, perde a rodada. Se errar a palavra pode fazer mais duas tentativas enquanto a bola não estoura. Se acertar a palavra, o adversário deverá segurar a bola, sem esvaziá-la, aguardando a nova partida para continuar a assoprá-la.
[1] Monica Valéria Pinheiro é licenciada em Pedagoga pela UERJ e Especialista em Supervisão Educacional pela FIJ. Atualmente é Supervisora Educacional da rede FAETEC e professora Alfabetizadora da rede Municipal de Nova Iguaçu. Também atua como formadora de Alfabetização e Linguagem nos cursos de Formação Continuada para Séries Iniciais no município de Mesquita
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Alfabetização
Alfabetização é o termo que usamos quando nos referimos à aprendizagem da leitura e da escrita. Um indivíduo que sabe ler e escrever é considerado uma pessoa alfabetizada.
MÉTODOS DE ENSINO
São vários os métodos para se alfabetizar. Falaremos sobre os mais utilizados:
1- Métodos de alfabetização predominantemente sintéticos2- Métodos de alfabetização predominantemente analíticos
MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO PREDOMINANTEMENTE SINTÉTICOS
São métodos que levam o aluno a combinar elementos isolados da língua: sons, letras e sílabas.
Os métodos predominantemente sintéticos podem ser:
alfabéticos ou soletrativossilábicosfonéticos
Alfabéticos ou soletrativosO aluno aprende:
o nome das letras nas formas maiúscula, minúscula, manuscrita, etc.a seqüência do alfabeto.a combinar as letras entre si, formando sílabas e palavras.
Silábicos
O aluno aprende inicialmente a sílaba, a combinação entre elas e chega à palavra.
Fonéticos
O aluno aprende inicialmente os sons das letras isoladas e depois reúne em sílabas que formarão as palavras.
MÉTODOS PREDOMINANTEMENTE ANALÍTICOS
São métodos que levam o aluno a analisar um todo (palavra) para chegar às partes que o compõem.
Os métodos predominantemente analíticos podem ser:
palavraçãosentenciaçãocontos ou historietasnatural
Palavração
O aluno aprende algumas palavras associadas às suas imagens visuais. É usada a memória visual. Depois que o aluno já reconhece algumas palavras, estas são divididas em sílabas para formar outras palavras.
Sentenciação
O aluno parte de uma frase que a turma está discutindo, visualiza e memoriza as palavras e depois analisa as sílabas para formar novas palavras.
Contos ou historietas
É uma ampliação do método de sentenciação. O aluno parte de pequenas histórias para chegar nas palavras, sílabas e com estas sílabas formar novas palavras.
Natural
O método natural parte de um pré-livro que contém registros de conversas da classe sobre determinado assunto. É apresentado aos alunos aos poucos para a sua visualização. Depois dessa fase, passa-se para a leitura sonorizada de cada sílaba da palavra. A partir destas sílabas, o aluno forma novas palavras e novas frases.
TÉCNICAS DE ALFABETIZAÇÃO
São procedimentos de trabalho utilizados em sala de aula para facilitar a aprendizagem.
As técnicas devem variar de acordo com as peculiaridades de cada aluno, cada professor e cada turma.
As técnicas são divididas em dois grupos:
técnicas de leituratécnicas de escrita
Técnicas de leitura
Utilização de cartões vazados para a orientação da leitura do aluno(da esquerda para a direita).
Leituras de textos em conjunto.
Utilizar jogos de memória, de associação "palavra-figura", dominós e atividades artísticas.
O professor deve utilizar técnicas que orientem o aluno a seguir a direção esquerda-direita.
A sala de aula deve conter livros, revistas e cartazespara haver contato da classe com estes símbolos gráficos.
Técnicas de escrita
A criança deve perceber a forma das letras.
O professor deve formar, com as partes dos corpos de seus alunos, algumas letras.
Desenhar a letra em tamanho grande, no quadro-de-giz, para que a criança percorra o traçado com o dedo.
Ditados-mudos (cartões com uma figura, ao mostrar, as crianças devem escrever o que estão vendo.
Os trabalhos devem sempre ter seu início marcado por um ponto e setas,para servir de direção esquerda-direita.
AS TÉCNICAS DEVEM PROPICIAR UMA APRENDIZAGEM PRAZEROSA.
RETIRADO DO CRIANDO E RECRIANDO
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